quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A Aventura do Pudim de Natal - Final

Olá, mergulhadores!

Quem tiver perdido a primeira parte do especial natalino com Agatha Christie, não se desespere. Basta clicar aqui para conferir o que rolou nos primeiros contos de A Aventura do Pudim de Natal. Agora, acompanhem a segunda e última parte da obra. Espero que gostem. 



4 – O Caso das Amoras Pretas

O detetive Hercule Poirot jantava com seu amigo Henry Bonnington em um restaurante. A garçonete era uma jovem simpática, que sabia o nome das pessoas que visitavam o lugar e o que gostavam de comer. Foi por meio dela que Poirot tomou conhecimento da existência de um sujeito que ia ao restaurante as terças e quintas, e sempre fazia o mesmo pedido, exceto uma vez, quando pediu amoras pretas (as quais ele detestava). O detetive achou a história curiosa e quis conhecer aquele homem. Sua intuição estava certa. Por trás da quebra daquela rotina, havia uma pessoa capaz de tudo por dinheiro.

É incrível como a autora consegue criar uma história cheia de suspense a partir de uma coisa tão simples. E o melhor: o faz em pouco mais de dez páginas. Esse conto é um exemplo concreto do dito “onde há fumaça...”. Poirot mostrou novamente a sua capacidade de observação para desvendar um crime. Parecia sentir o cheiro de sangue no ar. Um mestre!

5 – O Sonho

Após receber uma carta, o detetive Hercule Poirot foi até a casa do Sr. Benedict Farley, um homem muito esquisito. Chegando lá, foi surpreendido por um pedido inusitado: dar a sua opinião a respeito de um sonho. Segundo o Sr. Farley, todas as noites ele sonhava que estava em sua sala, pegava um revólver na gaveta da escrivaninha, dirigia-se à janela e atirava em si mesmo. Poirot não soube o que dizer, pois nunca tinha sido chamado para interpretar sonhos. O Sr. Farley ficou irritado e mandou o detetive ir embora. Dias depois, o sujeito apareceu morto, exatamente como no seu sonho, e Poirot foi chamado outra vez para desvendar o caso.

Agatha Christie adora matar os velhos rabugentos, mas o interessante é que nunca deixa de ser original. Levantei hipóteses mirabolantes para a solução do mistério, imaginando que a autora quebraria as “regras” dos romances policiais, quando, na verdade, ela seguiu o estilo dela e deixou as pistas no início do conto, em um diálogo que não parecia ser importante.

6 – A Extravagância de Greenshaw

Horace Bindler e Raymond West são amigos e estão passando por um lugar onde fica uma casa enorme, construída no século XIX, conhecida como a “Extravagância de Greenshaw”. Depois de apreciarem o sinistro casarão, Horace e Raymond tiveram a oportunidade de conhecer a atual moradora, a senhorita Greenshaw, que viria a ser assassinada com uma flecha na jugular, dias mais tarde. A sagaz Miss Marple, tia de Raymond, se encarregou de revelar a identidade do assassino.

Esse é o único conto do livro com a Miss Marple, que é tão esperta quanto o detetive Poirot. Achei o início meio difícil de entender, mas logo entrei no clima do enredo. Também não descobri quem era o culpado, mas desconfiei do método utilizado pelo mesmo, que me lembrou de outro livro da “Rainha do Crime”.



3 comentários:

  1. Oi Ygo!
    Não li esses contos da Agatha Christie ainda, mas sou fã da autora, principalmente do Poirot. Adorei a resenha!

    Beijos,

    Sora - Meu Jardim de Livros

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    Respostas
    1. Olá, Sora.
      Também sou suspeito. Adoro a autora e o detetive Poirot.
      Beijos!

      Excluir
  2. Oi Ygo.
    Obrigada por sua visita no meu blog.
    Estou um pouco sem tempo de atualizar, mas esse ano prometo que volto com novidades.
    Adorei seu blog, continue assim. E mais uma vez, obg pela visita.
    Estou seguindo já.
    Beijos

    Jéssica - Ela e Seus Livros.

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