domingo, 26 de julho de 2015

[Mergulhei Fundo] - Transformando suor em ouro

Título: Transformando suor em ouro


Autor: Bernardinho


Editora: Sextante


Ano: 2006


Nº de páginas: 208


“A TRAIÇOEIRA ARMADILHA DO SUCESSO É UM ALÇAPÃO EM QUE COSTUMAMOS CAIR QUANDO, EMBRIAGADOS POR EVENTUAIS ÊXITOS, PASSAMOS A NOS ACHAR MELHORES QUE OS OUTROS, QUANDO NÃO INVENCÍVEIS, E NOS AFASTAMOS DA ESSÊNCIA DO SUCESSO: A PREPARAÇÃO.”

O técnico Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, da seleção brasileira masculina de vôlei, mostra nesse livro o que faz dele um grande líder e um dos maiores nomes do esporte mundial. Embora seja visto muitas vezes como estressado, ignorante, viciado em treino e até louco, Bernardinho é um exemplo de perseverança, dedicação e força de vontade para buscar objetivos muito bem traçados.

Descobri, mergulhando nesse livro, que o Bernardinho é formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O curso contribuiu fortemente para que ele se tornasse esse técnico que o Brasil e o mundo admiram. Em Transformando suor em ouro, além de falar sobre as experiências no voleibol, ele também usa várias referências de outras obras para falar sobre liderança e espírito de equipe.

ANOS DEPOIS EU COMPREENDERIA COMO A ECONOMIA, QUE BUSCA GERAR O MAIOR BEM-ESTAR POSSÍVEL COM RECURSOS LIMITADOS, ME AJUDOU NO ESPORTE, ONDE DEVEMOS BUSCAR O MELHOR RESULTADO COM OS RECURSOS DISPONÍVEIS.”

O técnico conta as glórias, mas também os tropeços ao longo de sua trajetória. Bernardinho era apaixonado pelo voleibol desde cedo e já tinha esse jeito “esquentado” em quadra. Na época em que jogava como levantador, ficava cobrando dos companheiros de equipe, arrumava briga nos treinos e era mandado mais cedo para o chuveiro.

Ainda jovem, pensou em desistir quando foi cortado de uma competição importante, mas conseguiu dar a volta por cima, chegando à seleção brasileira e deixando seu nome marcado na “geração de prata” da década de 80, que deu ao Brasil a primeira medalha olímpica no vôlei.

“A MAIOR TRISTEZA NÃO É A DERROTA, MAS NÃO TER A OPORTUNIDADE DE TENTAR DE NOVO.”

O pontapé inicial de Bernardinho como técnico de voleibol foi em uma pequena cidade da Itália. O time era o último colocado da competição. Embora ele tivesse dúvidas se queria seguir carreira no vôlei ou na área de economia, aceitou o desafio e se mandou para a Europa. Anos depois, ele foi chamado para comandar a seleção brasileira feminina.

No livro, ele fala detalhadamente sobre todas essas experiências com o vôlei feminino e, claro, narra as conquistas e decepções com a seleção brasileira masculina. São relatos inspiradores, cheios de ensinamentos. 

Terminei o mergulho admirando ainda mais o Bernardinho. Podem anotar a dica, pois vale a pena. Até a próxima!



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