quarta-feira, 2 de setembro de 2015

#Resenha: "Um gato entre os pombos"

Título: Um gato entre os pombos

Autor(a): Agatha Christie

Ano de lançamento: 1959

Editora: Círculo do Livro

Nº de páginas: 223


# A história

Para Agatha Christie, não existe lugar ruim para desenvolver uma boa trama de suspense. Desta vez, o lugar escolhido foi uma tradicional escola para meninas, chamada Meadowbank.

A história começa no Oriente Médio, na distante Ramat. O príncipe Ali Yusuf, prevendo um golpe de seus inimigos, queria deixar suas joias a salvo, enviando-as para a Inglaterra através de seu amigo e piloto particular, Bob Rawlinson. O que o príncipe e seu fiel empregado não poderiam prever era o desastre aéreo que acabaria com suas vidas. Para apimentar o caso, as joias de Ali não foram encontradas em meio aos destroços do avião.

Cerca de dois meses depois, aqueles acontecimentos ainda movimentariam o início das aulas em Meadowbank. Três assassinatos e um rapto mexem com os ânimos de alunas e professoras. O detetive Hercule Poirot entra em cena para tranquilizá-las, ao mesmo tempo em que investiga o caso e usa o cérebro para descobrir quem é o gato entre os pombos.

# Opinião

O mais interessante nesse mergulho foi que eu peguei o livro sem saber nada do enredo. A edição que eu tenho é daquelas de capa dura, sem orelhas, sem sinopse. Nada. Como ele estava encostado há mais de um ano na minha estante, já tinha esquecido o mote da história. Assim, quebrei meu ritual de leitura, que consiste em ler TUDO antes de realmente abrir o livro e passar as páginas.

Roubo de joias é algo comum nos romances policiais, inclusive, nos de Agatha Christie. Pensava que a trama iria por um caminho completamente diferente, quando fui surpreendido com um colégio de moças. É ali que a “magia” acontece de verdade.

Essas duas histórias parecem ser muito distantes, mas com o passar das páginas elas vão se cruzando e tudo começa a fazer sentido. Quase no final é que o detetive Hercule Poirot aparece. Eu estava começando a estranhar a ausência dele (ou da Miss Marple) no livro. Se não fosse o estilo próprio da autora, teria desconfiado de que não era uma obra dela.

No começo, há uma pista bastante clara do que aconteceria com as joias do príncipe Ali Yusuf. Eu, obviamente, me agarrei nisso. Os fatos ocorreram como eu imaginava, no entanto, o verdadeiro criminoso ainda foi uma surpresa para mim.

Agatha tem livros melhores, mas a leitura foi positiva. Só não gostei do fato de Poirot ter demorado a aparecer e, quando finalmente deu as caras, resolveu tudo com um piscar de olhos. Apesar de toda a inteligência do detetive belga, sua participação nesse livro foi forçada.

O inspetor Kelsey, que estava à frente da investigação durante boa parte da trama, teria resolvido o caso mais cedo ou mais tarde. A impressão que eu tive foi de que a autora só incluiu Poirot para dar um charme. Funcionou como uma cereja em cima de um bolo que já estava bem confeitado.

# Extra

A capa desse livro é, merecidamente, a mais feia da minha estante. Respondi uma tag falando sobre isso. Para saber os detalhes, clique aqui.



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