quarta-feira, 20 de abril de 2016

#Resenha: "Psicose"

Título: Psicose

Autor: Robert Bloch

Ano de lançamento: 1964*

Editora: Best-Seller

Nº de páginas: 139



# A história

A bela Mary Crane foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Chovia muito e a moça precisava de um lugar para se hospedar. O destino reservou para ela uma vaga no decadente Bates Motel.

O proprietário do estabelecimento era Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe controladora e amargurada. Sem desconfiar de nada, Mary assinou na recepção o próprio atestado de óbito.

# Opinião

Ter começado a ler o livro sem saber muita coisa a respeito da história foi, mais uma vez, um fator positivo. Tirando a clássica cena do chuveiro, eu não sabia mais nada sobre Psicose. Esperei ser surpreendido e não demorou muito para que isso acontecesse.

Os personagens complexos, intrigantes e dúbios conduzem a narrativa. Nunca imaginei que aquela relação difícil entre mãe e filho, que explode logo nos primeiros capítulos, teria um desdobramento tão imprevisível no decorrer da trama.

Deslumbrado pela cena do assassinato no filme, eu até pensei que não poderia me chocar com mais nada além daquilo. Estava enganado, pois o ponto alto da obra é a investigação do crime e o desfecho do caso.

Ao final, a insanidade ganha status de protagonista e o leitor leva um tapa na cara, que o obriga a desconstruir as ideias que alimentou até então. Posso dizer, sem dúvida, que Psicose foi um dos livros mais perturbadores que eu já li.

*Originalmente publicado em 1959.

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