quarta-feira, 6 de julho de 2016

#Resenha: "O Vilarejo"

Título: O Vilarejo

Autor: Raphael Montes

Ano de lançamento: 2015

Editora: Suma de Letras

Nº de páginas: 96


# A história

O livro traz sete contos, divididos de acordo com os sete pecados capitais. Cada um leva o nome de um demônio, que, segundo a classificação feita pelo padre, teólogo e demonologista, Peter Binsfeld, em 1589, existe uma relação entre os demônios e os sete pecados.

Os “Reis do Inferno” que invocam o mal nas pessoas são: Asmodeus (luxúria), Belzebu (gula), Mammon (ganância), Belphegor (preguiça), Satan (ira), Leviathan (inveja) e Lúcifer (soberba).

As sete histórias se passam em um vilarejo isolado, que aos poucos vai sendo dizimado pela neve e pela fome. Em situação degradante, os moradores do lugar ficaram ainda mais propensos ao pecado. O mal já estava lá, apenas foi potencializado.

# Opinião

Fazia muito tempo que eu não lia um livro de terror e tive o prazer de retornar a esse tipo de leitura com O Vilarejo. Terminei concordando em gênero, número e grau com o comentário da Fernanda Torres estampado na capa: a obra de Raphael Montes não deixa nada a dever a Stephen King.

Arregalei os olhos, deixei o queixo cair e fiz várias caretas durante boa parte do livro. Isso porque as descrições das cenas são muito chocantes. Acredito que eu reagi como qualquer ser humano “normal”, mas ainda bem que li sem ninguém por perto, senão as pessoas iam me chamar de louco – o que seria constrangedor, no mínimo.

Todas as histórias são macabras e impactantes, mas a explicação sobre a origem do livro, dada pelo autor no prefácio da obra, também chama muita atenção. Ele conta que teve acesso a três cadernos ilustrados que traziam histórias de horror e violência. A narrativa se dividia em sete capítulos e o idioma era desconhecido para ele.

Ao fazer algumas pesquisas, ele descobriu que os textos haviam sido escritos em cimério (uma língua morta). Em seguida, pediu que um professor o ajudasse com a tradução, mas recebeu uma resposta negativa. Então, ele mesmo se dedicou durante meses para traduzir os textos e ordenar as histórias como achou ideal.

Todo esse trabalho valeu muito a pena, pois resultou nesse livro intrigante e perturbador que me inquietou do início ao fim. Para quem gosta de histórias de terror, com direito a tortura e assassinatos brutais, O Vilarejo é um verdadeiro banquete. Sirvam-se! 


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