Olá, mergulhadores!
Algumas profissões vêm perdendo espaço ano após ano. Trabalhos manuais foram
substituídos por máquinas, gerando o chamado desemprego estrutural. Vale
ressaltar que a revolução tecnológica não é a única responsável por esse
cenário, mas tem sua parcela de contribuição.
Melhores condições
financeiras, por exemplo, levam o indivíduo a comprar um sapato novo em vez de mandar um velho para o conserto, ou a comprar uma roupa nova exposta na
vitrine em vez de levar uma peça até uma costureira para que faça pequenos
ajustes.
Com isso, o
trabalho desses profissionais é muitas vezes ofuscado e até esquecido. Você
pode nem imaginar de onde veio a colcha que cobre e decora a sua cama. Talvez
nunca tenha pensado nisso. Como seriam as mãos da pessoa que trabalhou naqueles
detalhes da costura: lisas e delicadas, ou ásperas, com marcas do tempo?
Dona Elisa
Monteiro, com seus 83 anos, segue à risca os ensinamentos de sua mãe,
que a impedia de ficar nas portas dos vizinhos ou de bater papo nas calçadas.
Ela foi criada assim e hoje é muito feliz na companhia da sua máquina de
costura. O domínio da arte dos tecidos se deu, segundo ela, por meio de muita
observação e da ajuda de Deus.