quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

#Resenha: “Pântano de Sangue”


Título: Pântano de Sangue

Autor: Pedro Bandeira

Ano de lançamento: 2009*

Editora: Moderna

Nº de páginas: 192



# A história

Pântano de Sangue é o segundo livro da série Os Karas.

Elias, o professor de matemática do Colégio Elite, é brutalmente assassinado. Crânio, o gênio da turma dos Karas, não acredita que o crime tenha sido apenas mais um entre tantos na cidade de São Paulo. Ele resolve investigar o caso e chega a uma conclusão que seus companheiros — Miguel, Calú, Magrí e Chumbinho — consideram absurda.

O professor Elias gostava de fotografar nas horas vagas. Antes de ser assassinado, ele havia feito uma viagem ao pantanal mato-grossense e tirado várias fotografias. Crânio tem acesso aos registros e constata que estavam faltando três. Logo, imagina que o professor foi morto por causa do que tinha fotografado.

O plano de Crânio é viajar para o Pantanal e seguir o mesmo roteiro do professor Elias, baseando-se na sequência das fotos para descobrir o que ele supostamente fotografou de tão grave. Os outros Karas não concordam com a ideia, e Crânio viaja sozinho com a desculpa de que visitaria sua tia Matilde.

Chegando lá, o gênio dos Karas encontra um cenário devastador. Além do cemitério de jacarés e da destruição daquele Paraíso Terrestre, havia o comércio das drogas, que movimentava muito dinheiro. Crânio acaba sendo capturado por uma organização criminosa, liderada pelo implacável Ente.

Em São Paulo, o detetive Andrade explica a situação aos Karas, que sentem um peso na consciência por não terem acreditado na teoria maluca de Crânio. Eles então partem imediatamente rumo ao Pantanal, em Mato Grosso, antes que seja tarde demais.

# Opinião

Depois de ter lido A Droga da Obediência, eu precisava continuar acompanhando as aventuras dos Karas.

Em Pântano de Sangue, como o próprio título deixa explícito, temos uma história mais “pesada” do que a do primeiro livro da série; e o autor traz à tona uma questão muito importante a respeito da destruição do Pantanal, dos índios e dos jacarés. Além do suspense, o leitor pode refletir sobre essa triste situação.

Basicamente, o livro segue o mesmo estilo do primeiro. A maior diferença é que dessa vez a narrativa não apresenta humor. Acredito que tenha sido uma opção do autor por causa da própria temática do livro, que pede mais seriedade. Inclusive, algumas cenas são bem chocantes.

Pedro Bandeira consegue manter o suspense até as últimas páginas. Quando o leitor pensa que tudo está resolvido, o autor tira mais uma carta da manga e muda completamente o jogo. A leitura foi maravilhosa. Recomendo!

  *O livro foi publicado pela primeira vez em 1987.

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