quarta-feira, 29 de julho de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

[Mergulhei Fundo] - Transformando suor em ouro

Título: Transformando suor em ouro


Autor: Bernardinho


Editora: Sextante


Ano: 2006


Nº de páginas: 208


“A TRAIÇOEIRA ARMADILHA DO SUCESSO É UM ALÇAPÃO EM QUE COSTUMAMOS CAIR QUANDO, EMBRIAGADOS POR EVENTUAIS ÊXITOS, PASSAMOS A NOS ACHAR MELHORES QUE OS OUTROS, QUANDO NÃO INVENCÍVEIS, E NOS AFASTAMOS DA ESSÊNCIA DO SUCESSO: A PREPARAÇÃO.”

O técnico Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, da seleção brasileira masculina de vôlei, mostra nesse livro o que faz dele um grande líder e um dos maiores nomes do esporte mundial. Embora seja visto muitas vezes como estressado, ignorante, viciado em treino e até louco, Bernardinho é um exemplo de perseverança, dedicação e força de vontade para buscar objetivos muito bem traçados.

Descobri, mergulhando nesse livro, que o Bernardinho é formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O curso contribuiu fortemente para que ele se tornasse esse técnico que o Brasil e o mundo admiram. Em Transformando suor em ouro, além de falar sobre as experiências no voleibol, ele também usa várias referências de outras obras para falar sobre liderança e espírito de equipe.

ANOS DEPOIS EU COMPREENDERIA COMO A ECONOMIA, QUE BUSCA GERAR O MAIOR BEM-ESTAR POSSÍVEL COM RECURSOS LIMITADOS, ME AJUDOU NO ESPORTE, ONDE DEVEMOS BUSCAR O MELHOR RESULTADO COM OS RECURSOS DISPONÍVEIS.”

O técnico conta as glórias, mas também os tropeços ao longo de sua trajetória. Bernardinho era apaixonado pelo voleibol desde cedo e já tinha esse jeito “esquentado” em quadra. Na época em que jogava como levantador, ficava cobrando dos companheiros de equipe, arrumava briga nos treinos e era mandado mais cedo para o chuveiro.

Ainda jovem, pensou em desistir quando foi cortado de uma competição importante, mas conseguiu dar a volta por cima, chegando à seleção brasileira e deixando seu nome marcado na “geração de prata” da década de 80, que deu ao Brasil a primeira medalha olímpica no vôlei.

“A MAIOR TRISTEZA NÃO É A DERROTA, MAS NÃO TER A OPORTUNIDADE DE TENTAR DE NOVO.”

O pontapé inicial de Bernardinho como técnico de voleibol foi em uma pequena cidade da Itália. O time era o último colocado da competição. Embora ele tivesse dúvidas se queria seguir carreira no vôlei ou na área de economia, aceitou o desafio e se mandou para a Europa. Anos depois, ele foi chamado para comandar a seleção brasileira feminina.

No livro, ele fala detalhadamente sobre todas essas experiências com o vôlei feminino e, claro, narra as conquistas e decepções com a seleção brasileira masculina. São relatos inspiradores, cheios de ensinamentos. 

Terminei o mergulho admirando ainda mais o Bernardinho. Podem anotar a dica, pois vale a pena. Até a próxima!



domingo, 19 de julho de 2015

#Resenha: "Até eu te encontrar"

Título: Até eu te encontrar

Autor(a): Graciela Mayrink

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 384


# A história

Flávia é uma jovem órfã que saiu da sua cidade natal, Lavras, para estudar Agronomia na Universidade de Viçosa, Minas Gerais. Não demorou muito para a ruiva se ver rodeada de novos amigos.

Logo que chegou à universidade, Flávia foi salva do trote pelo veterano Felipe. Depois disso, surgiu uma grande amizade entre os dois. Se dependesse apenas de Flávia, aquela relação poderia render algo mais, no entanto, Felipe não era do tipo que se envolvia com uma mulher só.

No meio dessa situação mal resolvida, ela faz amizade com Sônia, a dona de uma loja de produtos esotéricos em Viçosa. Flávia descobre que é descendente de uma geração de bruxas Wicca e que também é uma bruxa muito poderosa. A partir de então, começa uma busca para achar seu verdadeiro amor e Sônia faz um feitiço para ajudá-la a encontrar sua alma gêmea.

# Opinião

A leitura da sinopse de Até eu te encontrar já me lembrava bastante um roteiro de comédia romântica de Hollywood. A avalanche de clichês só foi aumentando, na medida em que eu avançava as páginas. Isso porque o livro tem todos os elementos que não podem faltar nesses romances batidos: uma mocinha sonhadora e sua melhor amiga conselheira; um cara popular que não se apega a ninguém e uma vilã metida a besta, que fica dando chiliques o tempo todo.

Tudo normal para quem curte esse estilo de leitura. Talvez o problema desse mergulho tenha sido mais simples: o romance tem um determinado público-alvo, no qual eu não me encaixo. A minha antipatia por esse livro já começou quando pus os olhos na capa, que eu classifiquei como, no mínimo, boba e infantil.

Outro aspecto negativo diz respeito ao próprio desenvolvimento da narrativa. Algo que me incomodou muito foi a repetição de algumas expressões. A autora reforçou exaustivamente que Flávia adorava o “largo sorriso de Felipe”. Relembrar esse fato a cada duas páginas foi desnecessário. Depois, a protagonista conheceu Luigi e uma nova expressão passou a se repetir, sempre que o personagem sorria, deixando “uma covinha em cada lado da boca”.

Grande parte da história se resume a eventos sociais. Os personagens estão sempre reunidos, jogando sinuca, bebendo alguma coisa, passeando e marcando encontros para fazer tudo isso outra vez. Diálogos que não acrescentavam nada ao enredo tiveram aos montes. E esses momentos de diversão dos personagens me pareceram uma forma de mostrar que eles tinham uma vida social agitada e interessante, quando, na verdade, contribuíram para deixar a leitura cansativa. Acredito que 200 páginas seriam suficientes para contar essa história sem nenhuma “barriga”.

Além disso, eu me senti traído durante a leitura, pois imaginei que a questão do misticismo e do sobrenatural estaria bastante presente no livro. No entanto, a autora não se aprofundou no tema e isso acabou se tornando apenas o pano de fundo da trama.

Vou deixar a recomendação para quem gosta de romances leves e não se importa de mergulhar em grandes clichês. Caso contrário, melhor nem tocar nesse livro. Abraços!



quarta-feira, 8 de julho de 2015

[Divulgação] - Cidade Banida

Olá, mergulhadores!

Hoje eu venho divulgar o livro Cidade Banida, novo trabalho do autor parceiro Ricardo Ragazzo.

Título: Cidade Banida

Autor: Ricardo Ragazzo

Editora: Planeta

Ano: 2015

Nº de páginas: 384


Sinopse...

No futuro, a Terra foi assolada por inúmeras guerras, o que dizimou 99% da população humana e transformou sua vida animal e vegetal. Boa parte dos seres humanos acabou confinada dentro dos muros de Prima Capitale, regida pelas draconianas regras do Supremo Decano. Por causa da rigidez do governo, todos os bebês nascidos no lugar precisam passar pelo crivo dos chamados cognitos, seres com poderes psíquicos capazes de prever o futuro. Caso, nesta visão, seja revelado que o novo cidadão cometerá um crime, sua sentença é a morte. Seppi Devone foi um desses bebês vetados. No entanto, sua mãe, Appia, consegue fugir com ela, livrando-a da cruel sentença. Elas vivem incógnitas numa comunidade no meio da mata e Appia cria sua filha como um garoto. Mas, quando Seppi completa 15 anos, o destino bate à sua porta e a garota terá de enfrentá-lo. Afinal, a adolescente é a única esperança que muitos oprimidos têm de se livrar do mal a que são submetidos pelo Supremo Decano. Irá ela abraçar essa sua missão?

Papo rápido...

Mergulhando Na Leitura: O que os leitores podem esperar desse novo livro?
Ricardo Ragazzo: A minha visão do que seria uma versão caótica de uma Terra futurista. Meus primeiros livros foram histórias recheadas de suspense, enquanto “Cidade Banida” é um livro onde tudo está bem transparente desde o início. Claro que, sendo uma obra minha, não poderia deixar de haver as surpresas e reviravoltas, entretanto, esse livro é sobre uma garota, seu destino e as difíceis escolhas em seu caminho. Muita ação, aventura, criaturas estranhas, perigos e traições aguardam o leitor nessa obra. Espero que o Universo Glimpse e Seppi Devone conquistem todos os leitores.

MNL: Qual foi a inspiração para criar essa história?
RR: Essa história foi inspirada em diversos clássicos que cresci lendo e assistindo. 1984, de George Orwell, Mad Max, Star Wars, Marvel, tudo que os anos de paixão por essas histórias me trouxeram de referência foram colocados, da minha maneira, dentro desse livro.

MNL: Qual o maior desafio de escrever uma distopia?
RR: O maior desafio, sem dúvida alguma, é criar um mundo factível; uma realidade que as pessoas leiam e pensem “Cara, isso aqui realmente poderia acontecer.” O segundo maior desafio é ser original. Muita coisa foi escrita ao longo das últimas décadas, desde 1984 até, recentemente, Jogos Vorazes e Divergente (a rima não foi intencional). Com tudo isso, escrever algo nesse gênero, ainda mais no Brasil onde não há tantas referências nesse universo quanto gostaríamos, torna-se difícil e arriscado. Comparações serão inevitáveis, mas quem leu meus dois primeiros livros já sabe que não tenho problema algum em assumir riscos. Pelo contrário, escrevo para isso.

MNL: Se você pudesse resumir esse livro em três palavras, quais seriam?
RR: Para responder essa pergunta, vou contar uma breve história. Estava na estrada quando recebi um WhatsApp da minha editora com a foto do meu livro que havia acabado de chegar da gráfica. Como minha empolgação era tamanha e não podia escrever na hora, mandei uma mensagem de voz dando alguns gritos e berros. No outro dia, passei na editora para pegar meu exemplar e todos me cumprimentaram pelo áudio. Minha editora percorreu toda a Planeta mostrando minha celebração para as pessoas que trabalham lá. O motivo do sucesso foi algo que eu disse no áudio, uma simples palavra levemente modificada. Por isso, vou usar essa única palavra para resumir esse livro: ANI”FUCKING”MAL!!!


Agradeço a oportunidade. Fica aqui meu abrazzo a todos os seguidores do “Mergulhando na Leitura”. Aos que quiserem me seguir, e saber mais sobre meus livros e eventos, coloco meus contatos abaixo:


Facebook.com/escritorragazzo
Twitter: @ricardoragazzo
Instagram: @ricardoragazzo






domingo, 5 de julho de 2015

#Resenha: "A Menina que Semeava"

Título: A Menina que Semeava

Autor: Lou Aronica

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 416 


# A história

O botânico Chris Astor descobriu que a filha Becky, de apenas 5 anos, tem câncer. Para vê-la feliz, mesmo com todas as dificuldades acarretadas pela doença, ele tem a ideia de criar um mundo paralelo chamado Tamarisk, cheio de fantasias, personagens exóticos, cheiros e cores deslumbrantes. Por incrível que pareça, isso ajuda Becky a se recuperar e a mesma volta a levar uma vida normal.

Anos depois, Chris se divorcia da esposa, Polly, e sai de casa. Becky, agora com 14 anos, acaba se distanciando do pai e as histórias sobre o mundo que eles inventaram ficam esquecidas. Mas, chega um dia em que a doença de Becky volta com força, ao mesmo tempo em que Tamarisk enfrenta uma batalha contra uma praga que está destruindo a colheita.

Pai e filha voltam a contar histórias sobre aquele lugar mágico, na esperança de que isso pudesse ajudar novamente na recuperação de Becky e também de liquidar a praga que assolava Tamarisk.

# Opinião

Imagine que você tem uma filha doente. O que você faria para lhe arrancar um sorriso e ver os olhos dela brilharem de felicidade? O que o Chris faz nesse livro de Lou Aronica é digno de aplausos. A atitude dele me lembrou muito aquelas pessoas que se dispõem a levar alegria a pacientes nos hospitais. Isso traz resultados! Vários estudos já comprovaram que essas ações costumam ajudar na recuperação dos doentes.

O diferencial de A Menina que Semeava é que o pai não apenas “contou” histórias para a filha, ele estimulou a criatividade dela. Assim, os dois criaram juntos um mundo mágico. Obviamente que, sendo uma trama de ficção, há todo um romantismo e uma fantasia envolvendo aquilo. A questão é que o livro mostra até onde um pai pode ir para ajudar um filho. A iniciativa de Chris tem um impacto enorme no tratamento de Becky, mas, sobretudo, na relação de pai e filha.

Esse livro traz uma mensagem comovente sobre esperança e escolhas. A partir de um enredo dramático e fantasioso, a história criada por Lou Aronica consegue sacudir o leitor e provocar questionamentos. Por que não incorporar o espírito tamariskiano e passar a ver o “lado azul” das coisas?

# Extra

Minha única crítica negativa vai para a revisão da obra. Esse foi um dos livros em que eu encontrei mais erros, o que me incomodou bastante, já que o mergulho foi tão maravilhoso. Até a próxima!