quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

[Parceria] - Bianca Gulim

Olá, 

O ano está terminando com novidades por aqui. Venho apresentar a vocês a nova parceira do blog. Conheçam a Bianca Gulim, autora do livro Sobreviventes do Caos, o primeiro da trilogia 2323. 

Sinopse: 

Em um mundo distópico, no ano 2323, após ser quase dizimada por um vírus mortal e pela guerra, a raça humana tenta se reestruturar. Com poucos recursos disponíveis, a humanidade encontra-se dividida em grupos que vivem de acordo com regras impostas por seus líderes. Celine cresceu nesse ambiente hostil e se tornou líder dos guerreiros de seu povo após a morte de seus pais. Seu grupo se envolve em diversos conflitos e a jovem precisa tomar as decisões que julga corretas para garantir a sobrevivência de seu povo, enquanto se envolve num forte romance, do qual tenta se manter afastada. Aos poucos, ela descobre mais sobre as pessoas que a cercam e percebe que, quando se trata de lutar pela própria vida, poucos são previsíveis. Só os mais fortes sobrevivem, e os mais fortes normalmente são os mais crueis. Nesse ambiente, o mais difícil é saber quem realmente está ao seu lado e quem é um traidor. Será Celine capaz de manter sua benevolência frente à tanta violência que a rodeia? Seu coração terá espaço para a paixão, cercado de tanto ódio? Prepare-se para muita adrenalina e romance nesse primeiro livro da trilogia 2323. Você vai perder o fôlego!

Sobre a autora:

Bianca Gulim tem 26 anos, nasceu e mora em São Paulo. Formada em Administração, com especialização em Recursos Humanos, hoje se dedica totalmente à escrita. Sempre foi leitora voraz de ficção e fantasia, com uma forte tendência a sagas distópicas e vampirescas. Começou a escrever seu primeiro livro – 2323: Sobreviventes do Caos – em 2015, quando descobriu sua vocação para escritora. Já está produzindo o segundo livro da série 2323 e não pretende parar tão cedo.







quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Túnel do Tempo: A Menina que Roubava Livros

Olá, mergulhadores!

O post de hoje é um pouco diferente. Venho mostrar a vocês o caderno especial de um jornal impresso da cidade onde eu moro. A edição foi para as bancas no dia 30 de janeiro de 2014, mas eu a encontrei por acaso há algumas semanas e decidi compartilhar aqui.

A capa, como vocês podem ver na foto abaixo, foi dedicada à estreia do filme A Menina que Roubava Livros (31/01/2014), baseado no best-seller de Markus Zusak. O caderno destaca a expectativa de uma grande estreia do início daquele ano em todo o Brasil.

“Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”
E eles acertaram.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

#Resenha: "Meu irmão, meu herói"

Título: Meu irmão, meu herói

Autor: Edson Kazienko do Carmo

Ano de lançamento: 2016

Editora: Multifoco

Nº de páginas: 198


# A história

"Façam do amor uma lição de vida".

Estefano e Alexandre são dois irmãos que ficaram órfãos na Segunda Guerra Mundial quando Hitler invadiu a Polônia e destruiu milhares de famílias. Movidos pela esperança e pela inocência, eles vão à procura de um tio que vive em uma cidade que fica a mais de 400 quilômetros de onde eles estão.

Os irmãos encontram pelo caminho algumas pessoas que tentam ajudá-los ou machucá-los. No fim das contas, o que seria uma longa jornada para encontrar um parente distante, acaba se transformando em uma luta pela sobrevivência.

# Opinião

O prefácio da obra situa os leitores. O autor faz um resumo sobre as atrocidades da Segunda Guerra para contextualizar e encorpar a trama. Além disso, Kazienko pontua questões muito interessantes como a importância do amor e da família, principalmente nos momentos de dificuldades.

A história é narrada em primeira pessoa pelo velho e sofrido Alexandre Kamarks. Apesar de não se lembrar das atividades que realiza corriqueiramente, o personagem tem recordações muito nítidas sobre os horrores da guerra. Cheguei a levantar a hipótese de que ele sofre de Alzheimer, pois ter essas lembranças do passado é uma das características da doença.

Durante uma reunião familiar, ele resolve abrir o jogo com todos. A plateia é formada pela esposa, filhos e netos. Vocês se lembram do filme Titanic? É um flashback bem parecido com aquele. A volta do protagonista à infância preenche todo o livro.

Acredito que o resultado seria mais interessante se o autor tivesse intercalado a narrativa do passado com a do presente, até para dar uma função aos parentes do personagem principal, que só foram citados no início e no fim do livro. Assim, o leitor também acompanharia as reações deles com o que estavam ouvindo. Acho que isso tornaria o relato mais humanizado e emocionante.

De modo geral, o clima da história é bem pesado. No entanto, Kazienko soube trilhar um caminho para quebrar um pouco a densidade do livro. Os dois irmãos sofrem muito durante a saga para encontrar o tio, mas também encontram pelo caminho pessoas acolhedoras. Em alguns momentos, é possível esquecer aquele contexto de guerra e embarcar nas aventuras dos personagens.

O ritmo do livro também é algo que vale a pena destacar. O autor traz muita história. Que adrenalina! Outro ponto positivo é a divisão dos capítulos. É que eles têm vida própria, ou seja, apresentam início, meio e fim, delimitando os acontecimentos que formam o todo da obra. Isso facilita bastante a vida do leitor, que pode dividir a leitura em blocos para absorver a história aos poucos.

Agora, vamos falar sobre os aspectos negativos. Primeiramente, o livro merece uma revisão, pois há erros graves de português. Além disso, o texto tem frases e parágrafos muito longos e o autor abusa das vírgulas  eu sou apaixonado por ponto final e orações curtas, pois fazem a leitura fluir melhor.

No mais, achei o mergulho maravilhoso. Deem uma chance ao livro de Kazienko e à literatura nacional. Até a próxima!