quarta-feira, 30 de setembro de 2015

#Resenha: "Um amor para recordar"

Título: Um amor para recordar

Autor: Nicholas Sparks

Ano de lançamento: 2011*

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 186


# A história

Landon Carter tem 57 anos e recorda com carinho o seu último ano no colégio de Beaufort, que fica no litoral da Carolina do Norte. Isso foi há quatro décadas, quando ele era só um adolescente que não se preocupava muito com o dia de amanhã e adorava curtir com os amigos, comer amendoins no cemitério de madrugada, dentre outras coisas do universo jovem.

A vida dele muda completamente quando ele se aproxima de Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. Landon já a conhecia, mas nunca tinha reparado direito naquela menina recatada que se satisfazia ajudando crianças de um orfanato.

O destino coloca Jamie e Landon frente a frente e os dois vão juntos ao baile do colégio. Depois, a relação se fortalece quando Landon aceita o convite para participar de uma peça de teatro. E é assim que surge uma intensa história de amor. A mais comovente de todos os tempos.

# Opinião

Já conhecia essa obra há bastante tempo, mas nunca assisti ao filme por completo e, somente agora, pude ler o livro.

Tinha uma noção básica do enredo, sabia como terminava e também tinha conhecimento de todo o fascínio que muitas pessoas sentem por esse trabalho de Nicholas Sparks, considerando-o até um dos melhores do autor. Com isso em mente, comecei a leitura tomado por expectativas, querendo conferir logo se Um amor para recordar se tornaria, de fato, um mergulho inesquecível para mim.

Gostei do prólogo. Nele, o protagonista se apresenta do alto de seus 57 anos. Percebi ali que o livro seria um grande flashback, recurso que considero interessante e bastante proveitoso, quando bem utilizado. Assim, no primeiro capítulo há uma volta ao passado, através das lembranças de Landon, até a época em que ele tinha apenas 17 anos e conheceu o grande amor da vida dele.

Nos livros de Sparks, os protagonistas costumam enfrentar diversas barreiras para ficarem juntos (ou não) no final. Nenhuma novidade. Aqui, a doença de Jamie é a grande vilã da história. Por causa disso, esperei ansiosamente aquele clima de comoção, o qual eu tanto ouvia os leitores comentarem, dizendo que choraram muito. Porém, ao chegar às últimas páginas, senti como se eu tivesse passado anos ouvindo alarmes falsos.

O maior problema foi eu ter me apoiado na ideia de que a salvação do livro seria justamente quando Jamie revelasse a Landon que estava doente. Enquanto essa parte não chegou, a história não conseguiu emplacar e me prender totalmente. Talvez se a questão da leucemia tivesse mais espaço, eu teria me apegado mais à personagem (que eu achei muito boba), sofrido junto com ela e sentido todas as emoções que vários leitores afirmaram ter experimentado.

Apesar de tudo, eu não diria que esse mergulho não valeu a pena. A leitura teve seus momentos bons. Eu só esperava guardar mais recordações positivas. Até a próxima!

*Originalmente publicado em 1999.



domingo, 27 de setembro de 2015

Claro céu ou turvo inferno


Se não vai encher, nem mostre o copo
Arrume tudo ou deixe mesmo bagunçado
Se empolgue com o papo ou nem abra a boca
Desapareça ou fique sempre do meu lado

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

[Mergulhei Fundo] - Meus desacontecimentos

Título: Meus desacontecimentos


Autor(a): Eliane Brum


Editora: Leya


Ano: 2014


Nº de páginas: 144



“De algum modo, o jardim manteve intacta uma porção da minha sanidade. Da infância, somos todos sobreviventes.”

“Glória, glória, aleiluia!”. Essa foi a primeira frase que a jornalista Eliane Brum conseguiu ler, quando ainda era bem pequena. O início de uma intensa história de amor com as palavras se deu no meio de uma missa de domingo.

Meus desacontecimentos é um livro com pequenos contos e crônicas sobre a relação de Eliane Brum com as letras – que beira a obsessão, diga-se de passagem. A gaúcha narra a vida, mas também a morte, nos mais diversos sentidos dessas palavras antônimas.

“Escolhi viver sem fronteiras definidas, nações não me interessam, limites só me importam os da ética. Tenho um coração andarilho, um corpo mutante, uma mente transgênera. Sou irmã, mãe, filha, homem, cúmplice, bicho bicho, bicho humano, árvore, erva-daninha, pedra, rio. Vírus. Sou todas as cores, todos os sexos, todas as línguas. Sou palavra em palavras.”

Por vezes, o leitor pode achar o texto de Brum demasiado dramático, como na parte em que ela conta com detalhes um atentado que culminou na morte de uma barata, ou ainda quando ela relembra o dia em que tentou, com retumbante fracasso, incendiar o prédio da prefeitura de Ijuí, cidade onde nasceu.

Analisando de outra forma, o leitor também pode ver que o estilo da autora ao contar histórias, vem de um olhar apurado e extremamente sensível. A jornalista brinca com as palavras e consegue transmitir belas mensagens sobre assuntos aparentemente banais. Essa marca também está presente no livro A vida que ninguém vê (clique aqui), em que anônimos viraram protagonistas nas mãos dela.

“Ser contadora de histórias reais é acolher a vida para transformá-la em narrativa da vida. É só como história contada que podemos existir. Por isso escolhi buscar os invisíveis, os sem voz, os esquecidos, os proscritos, os não contados, aqueles à margem da narrativa. Em cada um deles resgatava a mim mesma – me salvava da morte simbólica de uma vida não escrita.”

Esse é um livro para se ler com calma, mergulhar fundo e, acima de tudo, sentir cada palavra escrita por Eliane Brum. Fica a recomendação!


domingo, 20 de setembro de 2015

#Resenha: "Você está sendo vigiado"

Título: Você está sendo vigiado

Autor: Gregg Hurwitz

Ano de lançamento: 2012

Editora: Arqueiro

Nº de páginas: 272


# A história

Patrick Davis é um professor de cinema que sempre sonhou ver seu nome nos créditos de um filme, mas quando finalmente consegue realizar esse sonho, as coisas não acontecem como ele imaginava. Depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, a vida dele se transforma em um inferno.

Certo dia, Patrick abre o jornal e se depara com um DVD. O professor fica intrigado ao assistir às gravações que mostram que ele e a esposa, Ariana, estavam sendo espionados dentro da própria casa.

Patrick passa a receber outros DVDs e o casal procura a polícia, mas, dias depois, começam as ligações e e-mails anônimos com propostas para que as coisas voltem ao normal. Um passo fora dos trilhos pode custar caro ao professor e às pessoas que ele ama.

# Opinião

Imagine você vivendo em uma espécie de Big Brother dentro da sua própria casa. O problema é que você não assinou nenhum contrato autorizando as filmagens e, muito menos, terá a chance de ficar famoso e milionário com a exposição no vídeo. E o pior: você não faz ideia de quem está te espionando e de quais são suas intenções. Difícil, não é mesmo?

A narrativa de Gregg Hurwitz me agradou logo de cara. Já na apresentação do protagonista, notei que a leitura seria agradável por causa das descrições minuciosas e, de fato, isso contribuiu bastante para que eu pudesse imaginar as cenas com mais facilidade.

O enredo é interessante e gostei da forma como foi desenvolvido. A tensão se manifesta ao leitor de maneira crescente e a situação do protagonista vai se complicando cada vez mais no decorrer das páginas.

A sinopse revela que o casamento de Patrick mergulha numa crise, mas eu achei o relacionamento deles até razoável. Como qualquer casal, é claro que eles passam por dificuldades, porém, não considerei o convívio entre eles tão turbulento assim. É uma relação com muito amor envolvido, apesar dos problemas.

Para quem gosta de tramas instigantes e movimentadas, esse livro é uma ótima opção. Fica a dica!


domingo, 13 de setembro de 2015

O Vestido Cor de Pêssego: Amadeus Barnard e Adeline Boissinot

Olá,

Como eu tinha prometido no último post, hoje venho mostrar a vocês mais detalhes sobre os personagens Amadeus Barnard e Adeline Boissinot, criados pela autora Rosania A. Stival. Quem estiver meio perdido e quiser ficar por dentro de tudo, basta clicar aqui e mergulhar na entrevista que a Rosania cedeu ao blog. Agora, vamos conhecer o casal protagonista de O Vestido Cor de Pêssego, primeiro livro da série Hussardos e Dragões.

Quem é Amadeus Barnard?

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Entrevista com Rosania A. Stival

Olá, mergulhadores!

Há algum tempo, eu divulguei (aqui) no blog um livro chamado O Vestido Cor de Pêssego, de Rosania A. Stival. Agora, vocês podem conferir uma entrevista com a autora. Mergulhem!


Nome completoRosania Aparecida Stival

Data de nascimento - 09/06/1963

Naturalidade - Cosmópolis/SP

Grau de formaçãoFormada em Letras pela PUCCAMP (Campinas-SP) e mestranda na Universidade de Coimbra

Profissão - Professora de Língua Portuguesa


Mergulhando Na Leitura: Para começar, gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores. 
Rosania A. Stival: Sou brasileira, do interior de São Paulo, formada em Letras e professora de Língua Portuguesa. Adoro música, literatura e cinema.

MNL: Quando surgiu o seu interesse pela escrita?
RAS: Acho que esse interesse sempre existiu, desde criança. Sempre gostei de fazer redações. 

MNL: Quais são as suas referências na literatura? 
RAS: Gosto de tudo um pouco, entretanto acredito que escritores e poetas como José de Alencar, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Cecília Meireles, José Mauro de Vasconcelos, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Carlos Drummond de Andrade, Lígia Fagundes Telles, são para mim a fonte onde sempre vou beber. 

MNL: De onde veio a inspiração para escrever “O Vestido Cor de Pêssego”? 
RAS: O Vestido surgiu do meu gosto (quase secreto) por aquilo que chamamos de «romances cor de rosa». O Vestido Cor de Pêssego foi, inicialmente, um conto, muito diferente de tudo o que costumeiramente escrevia, pois era uma história de amor, e bastante romântica. Usei o período das guerras napoleônicas, muito ligeiramente, apenas para criar uma ambientação mais fantasiosa, mas com pouquíssimos detalhes.  Esse conto fazia parte de um projeto pessoal que eu tinha, de lançar de maneira independente, um e-book só com os meus contos. Como o Vestido era muito diferente do tipo de texto que eu normalmente escrevia, ficaria no meio do livro. Enquanto punha mãos à obra para a realização do projeto, deparei-me com um problema: todos os outros contos que tinha escolhido para figurarem no livro estavam perfeitamente prontos para se tornarem um e-book, o Vestido estava, ainda, escrito a lápis. Com a necessidade de digitar o conto, surgiu a necessidade de eu fazer um enquadramento histórico mais rigoroso e sério, já que eu o disponibilizaria para público mais extenso que o pequeno círculo familiar e dos amigos pessoais; e foi justamente nesse ínterim, enquanto pesquisava e ao mesmo tempo escrevia, que o antigo conto de 17 páginas foi crescendo, a história foi se transformando, as personagens foram ficando mais ricas e humanas. Resultado: abandonei o antigo projeto e entreguei-me à aventura de Adeline Boissinot e Amadeus Barnard, minhas personagens, por quem já estava absolutamente apaixonada.

(No próximo post, vou trazer mais detalhes sobre os personagens citados pela autora)

MNL: Você teve dificuldades para publicar o livro? Quais?  
RAS: O Vestido foi inicialmente publicado de forma independente, em formato e-book. Os leitores do e-bookalém do feedback bastante positivo, começaram a me incentivarem para apresentar o texto a uma editora. Eu ria, pois sempre tive a consciência de que publicar um livro era algo bastante difícil… e ainda é, e preferia ficar no campo do livro independente, pois de antemão já sabia que a resposta das editoras seria «não». Entretanto, como a insistência dos leitores começou a se tornar mais acirrada, para desencargo de consciência, acabei por apresentar o texto à Editora Planeta, que imediatamente mostrou-se interessada no meu trabalho. Acho que foi aquele caso de «estar no lugar certo, na hora certa». 

"O antigo conto de 17 páginas foi crescendo, a história foi se transformando, as personagens foram ficando mais ricas e humanas", explica a autora

MNL: Atualmente, você mora em Portugal. Existe alguma diferença entre os leitores brasileiros e os portugueses? Qual?  
RAS: Não sei se existe uma diferença muito marcante; entretanto, acredito que os portugueses leem mais que os brasileiros, seja por hábito, ou por ter um acesso mais facilitado a livros, jornais e revistas, bem como um número bem grande de bibliotecas públicas por todo o país. Em qualquer café, aqui em Portugal, você tem acesso gratuito ao jornal do dia e a revistas semanais, por exemplo. Infelizmente, o que acontece nos dois países é que o livro é, muitas vezes, um artigo de luxo. 

MNL: O que os leitores podem esperar da continuação da série “Hussardos e Dragões”? 
RAS: Muito romance, aventura, humor, suspense e informações históricas, na medida certa.

MNL: Qual dica você pode dar para quem pretende escrever um romance histórico? 
RAS: Que pesquise, leia, informe-se. Todas as informações que puder recolher acabarão por enriquecer a narrativa, seja de maneira direta, ou indiretamente, além de ser, também uma fonte de inspiração.

MNL: Você já tem ideias para novos livros? Quais são? 
RAS: Tenho, muitas… mas ainda estão somente na  minha cabeça. São projetos para um futuro, que espero, seja próximo. Entretanto, de momento, estou preocupada em dar prosseguimento à série Hussardos e Dragões. 

MNL: Quero agradecer pela entrevista e pedir que você deixe uma mensagem aos leitores que nos acompanham.  
RAS: Na verdade, quem agradece sou eu a você, Ygo Maia, pela sua gentileza e atenção. Aproveito para parabenizá-lo por seu blog Mergulhando Na Leitura, e por toda a dedicação e trabalho que tem para trazer a todos informação e entreterimento da melhor qualidade. Aos leitores que nos acompanham, deixo o meu abraço mais carinhoso, esperando que um dia nos encontremos, para falarmos de Adeline, Amadeus, e O Vestido Cor de Pêssego. 

Mergulho Rápido:

MNL: Uma palavra... 
RAS: Perseverança!
MNL: Um sonho...
RAS: Escrever todas as histórias que trago em mim!
MNL: Alguém especial...
RAS: Amadeus Barnard!
MNL: Um lugar...
RAS: Dentro de mim!
MNL: Um livro...
RAS: No Verão, a Primavera, de Lucília Junqueira de Almeida Prado! 
MNL: Uma música...
RAS: Clair de Lune, de Claude Debussy!
MNL: Uma comida...
RAS: Aquela que não seja eu a cozinhar!
MNL: Deus...
RAS: Um porto seguro!