quinta-feira, 30 de junho de 2016

#NOVIDADES: O Vestido Cor de Pêssego

Olá, mergulhadores!

Há algum tempo, postei uma entrevista com Rosania A. Stival, autora de O Vestido Cor de Pêssego, o primeiro livro da série Hussardos e Dragões - confiram aqui. Entrei em contato com ela recentemente e fiquei sabendo de algumas novidades. Na hora certa, vocês vão ficar por dentro de tudo!


quinta-feira, 23 de junho de 2016

[Mergulhei Fundo] - Depois a louca sou eu


Título: Depois a louca sou eu


Autor(a): Tati Bernardi


Editora: Companhia das Letras


Ano: 2016


Nº de páginas: 144



“A felicidade só existe naquele minuto trinta e sete em que o Dorflex faz efeito e a nuca deixa de ser o pufe para os pés de um demônio gordo”.

Aviso: Livro não recomendado para pessoas emocionalmente fragilizadas. Porém, ao mesmo tempo, acho que elas o amariam, porque há trechos divertidíssimos, que podem ser terapêuticos. O problema é quando chegarem àquelas partes meio “que fossa, hein”, que podem deixá-las ainda mais fragilizadas. Ah, na verdade eu não sei o que estou dizendo. É possível que a loucura da autora tenha grudado em mim e eu só esteja aqui tentando passá-la adiante. Protejam-se!

“O tarja preta virou o pretinho básico. Se você espirrar no consultório, o médico te receita um. Parei. E, de 'daqui a pouco' em 'daqui a pouco', prorrogo a loucura para nunca”.

Remédios. Do começo ao fim do livro, Tati fala sobre remédios. Falou nomes de medicamentos que eu nem sabia que existiam. Com isso, ela expôs os problemas dela abertamente. E olha que os fantasmas são muitos: medo de avião, fobia social, crises de pânico, dentre outros. Os relatos são cheios de humor e o sarcasmo permeia grande parte dos textos. Mesmo retratando temas e situações que (normalmente) não dariam espaço para comentários mais “descontraídos”, Tati conseguiu fazer piada. E das boas.

O que eu conhecia do trabalho da autora eram algumas publicações que vi pelo Facebook. Lendo o livro, descobri que ela foi colaboradora da novela A Vida da Gente (2011/2012), roteirista de algumas séries de humor da Rede Globo e também dos filmes Meu passado me condena 1 e 2, de 2013 e 2015, respectivamente.

Ela fala bastante sobre o universo feminino, mas muitos homens podem se identificar com os textos dela – como foi o meu caso. Tati demonstra ser muito sensível ao escrever sobre os dramas do cotidiano, porque os relatos são, acima de qualquer coisa, cobertos de humanidade.

“Como se faz para ir a qualquer lugar sem achar isso gigantescamente insuportável? Sem ficar cansada antes mesmo de ir?”.

Foi um mergulho bem rápido e, mesmo com tantas “observações aleatórias” inseridas no meio do texto, a leitura fluiu sem maiores dificuldades. Esse livro me proporcionou diversas sensações entre uma página e outra, porque acabei embarcando na montanha-russa emocional da autora. Ainda pretendo ler outras obras dela, mas antes vou ter que me recuperar do impacto dessa leitura. Falando nisso, vai um Rivotril aí?



sábado, 18 de junho de 2016

Dez cliques


E foi.
Clique.
Levando o mundo nas costas.
Clique.
Luz demais. Gente demais.
Clique.
Roupa demais. Contato demais.
Clique.
Vulnerável demais. Caos demais.
Clique.
Precisava fugir com a bagunça dele.
Clique.
Mordeu o canto da boca. Tentou segurar.
Clique.
Lágrimas salgadas. Pouco fotogênicas.
Clique.
Só mais um pouquinho.
Clique.
Aguentou. Firme?
Clique.
Pronto. Adeus.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

OI OI OI, mergulhadores!

Três meses depois de postar minhas impressões sobre Harry Potter e a Câmara Secreta, estou aqui para mostrar a vocês o que eu achei do terceiro livro da saga. 

Título: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Autor(a): J. K. Rowling

Ano de lançamento: 2000

Editora: Rocco

Nº de páginas: 318


Mais uma revisão: O livro teve muitas novidades e a autora ainda mastigou histórias passadas. Destaquei isso como fator positivo no post anterior, mas o recurso só funciona até certo ponto. O problema é que algumas coisas lá do primeiro livro foram relembradas e explicadas sem muita necessidade. Talvez um resumo enxuto causasse o mesmo efeito. 

Quadribol: Corvinal e Grifinória fizeram a melhor partida da série até agora. O contexto contribuiu para isso: mudança repentina de adversário, já que originalmente a Grifinória enfrentaria a Sonserina; vassoura nova de Harry; tempestade na hora do jogo; e a tensão que tomou conta dos envolvidos (antes, durante e depois da partida).

Hermione 1: A personagem tinha conquistado alguns pontos comigo no livro anterior, mas voltou a me incomodar no terceiro volume. O que mais me irritou foi a obsessão dela pelos estudos, deixando os amigos de lado. Achei um comportamento egoísta.

Hermione 2: Por outro lado, o segredo da bruxinha nerd para conseguir dar conta de várias disciplinas foi bem explorado no decorrer do livro. O mistério foi plantado lá no início e explicado nos últimos capítulos.

Sirius Black: O Google Imagens me ajudou muito, já que eu não acompanhei os filmes. Esperava mais da caracterização do temido Sirius Black. Imaginei uma figura muito sinistra e, quando pesquisei, achei o personagem bem “normalzinho”.

Vocês-sabem-quem: Os personagens não falam o nome de vocês-sabem-quem, mas vocês-sabem-quem está muito presente na história, de forma que vocês-sabem-quem não sai da boca deles. Foi cansativo ler diálogos sobre vocês-sabem-quem, porque os personagens têm medo de vocês-sabem-quem e, por isso, não pronunciam o nome de vocês-sabem-quem.

Lupin: Gostei da forma como o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas ensinou os alunos a lidar com os próprios medos. Trazendo para a realidade, todos nós temos o nosso bicho papão.

Snape: O severo e antipático professor me fez rir com suas patadas épicas >>> Cale a boca, srta. Granger!

Sibila Trelawney: Professora bizarra e sem noção. Preencheu a cota de humor do livro.

Profeta Diário: Achei interessante ler as reportagens no livro e ver a credibilidade desse jornal impresso entre os bruxos.

Arre: Quem é que fala isso?

Final: Depois de tanta história, achei que o último capítulo foi fechado às pressas. A Grifinória levou mais um troféu e ponto.