domingo, 30 de agosto de 2015

Pelas bordas


Na beirada 
No limite 
Linha tênue 
Euforia 
Riso frouxo 
Passageiro 
Vento leva 
Cessa a paz 
Peito aberto 
Coração 
Sempre a mil 
Dando voltas 
Pelas bordas 
Perdido 
No vazio

domingo, 23 de agosto de 2015

[Mergulhei Fundo] - O que aprendi com Bruna Surfistinha

Título: O que aprendi com Bruna Surfistinha

Autor(a): Bruna Surfistinha (Raquel Pacheco)

Editora: Panda Books

Ano: 2006

N° de páginas: 254




Sei que tenho minha opinião, minhas convicções, mas não posso esperar que todo mundo veja o mundo sob minha ótica. Pode parecer bobo, dizendo assim, mas agora sei que essa tomada de consciência é um rito de passagem indispensável para quem queria crescer, como eu”.

Raquel Pacheco mostra agora o que aprendeu com Bruna Surfistinha.

No livro que dá sequência ao best-seller O doce veneno do escorpião, a ex-garota de programa revela muito mais do que as lições de uma vida nada fácil. Narra também, sem pudores, algumas histórias envolvendo famosos, como os apresentadores da RedeTV!, João Kléber e Luciana Gimenez, que exploraram o caso Bruna Surfistinha até as últimas consequências, trazendo uma série de constrangimentos a ela e a seus familiares.

Aliás, a imprensa sensacionalista tem um grande destaque nesse livro. A autora denuncia as jogadas – que não foram poucas – da mídia para conseguir alguns pontos a mais de audiência. Chegaram ao ponto, inclusive, de prejudicar a tentativa de Raquel de se reaproximar dos pais depois de anos de rompimento.

Todas as vezes em que fui atacada, recebi inúmeras mensagens de apoio de leitores. Acredito que a apresentadora [Luciana Gimenez] tenha sofrido tanto quanto eu pelas notícias que foram publicadas a seu respeito. A Bruna Surfistinha me ensinou a nunca julgar ninguém, portanto, tire você mesmo as suas conclusões”.

Ela explica que foi tratada pela imprensa como uma “destruidora de lares” quando se casou com o João Paulo. Na época, o romance deles sofreu bastante com o julgamento das pessoas. Muito se questionou o fato de um homem ter largado um casamento para viver com uma garota de programa. Nessa parte da obra, Raquel dá sua versão desses acontecimentos e conta também os momentos difíceis que teve de encarar por causa do preconceito da sociedade.

Se ela não fosse uma garota de programa, será que a opinião das pessoas teria sido diferente?

Ninguém sabe o dia de amanhã. Mas podem acreditar: voltar para a prostituição seria a última alternativa – e não a primeira, como aconteceu aos 17 anos”.

O livro tem suas partes picantes – assim como em O doce veneno do escorpião. Algumas histórias até são repetidas, no entanto, o foco principal é mesmo a questão do amadurecimento de Raquel Pacheco a partir da experiência como garota de programa.

Foi um mergulho rápido e agradável. Apesar de a obra ser considerada uma continuação, não há prejuízo algum se você ainda não tiver lido o primeiro livro. Mesmo assim, recomendo que o leiam (clique aqui), pois nele fica mais clara toda a trajetória da autora.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

#Resenha: "O hipnotista"

Título: O hipnotista

Autor(es): Lars Kepler

Ano de lançamento: 2011

Editora: Intrínseca

Nº de páginas: 480



# A história

A polícia sueca se vê abalada com o massacre de uma família nos arredores de Estocolmo. O único sobrevivente é o filho de 15 anos, que foi levado ao hospital com vários ferimentos e em estado de choque.

O detetive Joona Linna se empenha para descobrir alguma pista deixada pelo assassino, prevendo que o mesmo voltaria a atacar, causando mais estragos. Linna recorre a uma medida desesperada: pede ajuda ao psiquiatra Erik Maria Bark, especialista em pacientes traumatizados e que usava a hipnose como artifício para ter acesso a lembranças de episódios violentos.

Erik hesita antes de aceitar hipnotizar o adolescente, já que havia abandonado essa prática há dez anos, após ter feito uma promessa de que não usaria mais a hipnose em seu trabalho. O que ele não imaginava era que voltar atrás da decisão lhe traria consequências terríveis...

# Opinião

Um aspecto negativo durante o mergulho foi o fato de que, como a trama se passa na Suíça, a maioria dos nomes é bem “exótica” – considerando os livros que eu estou habituado a ler.

A obra conta com uma grande quantidade de personagens e fala sobre muitos lugares. Juntando isso com a grafia difícil das palavras, acabei enguiçando na leitura e perdendo tempo. A fonte pequena também não ajudou, mas o problema foi minimizado pela narrativa ágil e pelos capítulos curtos.

No geral, eu diria que esse livro é bem complexo. Todos os acontecimentos são jogados como uma avalanche. O primeiro capítulo começa no dia 8 de dezembro e, 110 capítulos mais tarde, o calendário indica a véspera de Natal. Nesse curto espaço de tempo, ocorrem várias reviravoltas e o leitor precisa ser muito atento para não perder o fio da meada em meio a tantas informações novas que vão aparecendo.

Uma característica marcante de O hipnotista é a mudança de foco da narrativa. Isso possibilitou que diferentes personagens ganhassem destaque ao longo da história, no entanto, achei que a trama principal saiu prejudicada.

Eu esperava mais desse livro, mas é um mergulho que recomendo a todos que gostam de romances policiais eletrizantes. 



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

#Especial: Carlos Drummond de Andrade

Olá, mergulhadores!

O post de hoje é uma homenagem a Carlos Drummond de Andrade, que faleceu em 17 de agosto de 1987. Confiram o poema "Necrológio dos desiludidos do amor", interpretado por Fernanda Torres.

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domingo, 9 de agosto de 2015

Dia dos Pais - Querido John

Olá, mergulhadores!

Hoje é Dia dos Pais, então, resolvi postar essa cena emocionante do filme Querido John. O livro já foi resenhado no blog. Cliquem aqui e confiram.


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Feliz Dia dos Pais!

domingo, 2 de agosto de 2015

#Resenha: "A Outra Vida"

Título: A Outra Vida

Autor(a): Susanne Winnacker

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 272


# A história

Um vírus muito contagioso tomou conta de Los Angeles, na Califórnia, transformando as pessoas em mutantes assustadores: os Chorões. Eles são conhecidos assim porque lacrimejam um líquido imundo. A contaminação também implica outras mudanças físicas e comportamentais, como: agilidade fora do comum; corpo coberto de pelos e força excessiva. Além disso, a carne humana passa a fazer parte do cardápio dessas criaturas.

Sherry, uma adolescente de 15 anos, narra a história de A Outra Vida em primeira pessoa. Junto com o corajoso Joshua, que perdeu uma irmã para os mutantes e quer vingança, a protagonista vai encarar vários desafios e se deparar com alguns questionamentos. Até que ponto a contaminação é algo natural? Quem estaria por trás daquela devastação?

Surge um forte sentimento entre Sherry e Joshua em meio ao caos de Los Angeles e, de certa forma, essa paixão ajuda o casal de jovens na luta contra os Chorões.

# Opinião

Ao todo, foram vinte e três dias de leitura. Isso quer dizer que demorei quinhentas e cinquenta e duas horas para concluir esse mergulho, ou seja, trinta e três mil, cento e vinte minutos acompanhando a história criada por Susanne Winnacker.

Repararam como é chato ler tantos números? Pois é. Foi como eu me senti ao longo das duzentas e setenta e duas páginas desse livro. De longe, a enxurrada de números foi o que mais me incomodou. Tudo bem que a autora usou esse artifício para mostrar como a protagonista estava entediada e, por isso, ficava contando para passar o tempo e diminuir a aflição. O problema foi que o tédio passou a saltar das páginas por causa desse “recurso” usado exaustivamente.

O livro tem uma premissa muito boa, mas o desenvolvimento da história deixou a desejar. No início, eu realmente pensei que o ritmo melhoraria aos poucos, mas isso não aconteceu. As páginas foram passando e eu não consegui mergulhar fundo no enredo. As descrições dos cenários caóticos e das criaturas exóticas simplesmente não me convenceram. Assim, a leitura foi se arrastando.

Por fim, posso dizer que o melhor do livro é a diagramação. A Novo Conceito também caprichou no marcador de página: criativo!