domingo, 21 de junho de 2015

#Resenha: "Jordan Grey - A Montanha do Medo"

Título: Jordan Grey - A Montanha do Medo

Autor: Wilson Mello

Ano de lançamento: 2011

Editora: Baraúna

Nº de páginas: 256


# A história

A Montanha do Medo é o primeiro livro da saga Jordan Grey.

O personagem que dá nome à saga nunca aceitou a desculpa que lhe deram para a ausência do pai. Seis anos depois de vê-lo desaparecer diante de seus olhos de forma misteriosa e inexplicável, o adolescente se encontra frente a frente com a luz que apareceu quando seu pai sumiu.

Em busca de respostas, ele vai contar com a ajuda de seus melhores amigos, Zac e Shayenne. O trio vai parar em um mundo chamado Startud, repleto de criaturas fantásticas, onde Jordan descobrirá que é O Escolhido para comandar uma grande batalha.

# Opinião

Esse mergulho foi uma feliz surpresa. Não tenho afinidade com esse gênero literário, mas a leitura valeu muito a pena. O autor foi certeiro ao apostar na fantasia, sem ter medo de incluir todos os elementos que estamos acostumados a ver em filmes exibidos na Sessão da Tarde, com direito a um mundo fantástico cheio de dragões, armadura da imortalidade, espada e livro sagrados, além de um protagonista no estilo Percy Jackson e Harry Potter, com a missão de salvar um povo.

Wilson Mello partiu de uma ideia simples e a desenvolveu sem dar rodeios, utilizando uma linguagem acessível a pessoas de qualquer faixa etária, uma narrativa envolvente e uma história bem amarrada. Neste primeiro livro da saga Jordan Grey, o leitor consegue se familiarizar com os personagens e torcer por eles.

A leitura foi bastante rápida, por todos os fatores que eu já mencionei e também porque os capítulos são curtos. Você termina um e logo quer saber o que vem em seguida. Fui virando as páginas e, quando me dei conta, o livro já estava acabando. Os últimos capítulos foram empolgantes e o autor encerrou com várias perguntas no ar, para serem respondidas na continuação da saga. Fiquei curioso!

Minha última observação é sobre um detalhe que me incomodou um pouco: mesmo sendo um livro nacional, a obra foi “americanizada”. Acho que seria interessante se o “jeitinho brasileiro” tivesse prevalecido, até como uma forma de desenvolver mais esse gênero literário no nosso país. Apesar disso, o mergulho foi maravilhoso. Recomendo. Até a próxima!



quarta-feira, 17 de junho de 2015

[Mergulhei Fundo] - O livreiro do Alemão

Título: O livreiro do Alemão


Autor: Otávio Júnior


Editora: Panda Books


Ano: 2011


Nº de páginas: 80



“Quem mora ali no morro sabe que há medo, há angústia, há desespero. Mas também há um desejo enorme de superação. Superar a violência, superar o preconceito de morar num dos locais mais violentos do Rio de Janeiro, superar a falta de perspectivas.”

Esse livro conta a história de Otávio Júnior, carioca nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, que desenvolveu o projeto de incentivo à leitura “Ler é 10 – Leia favela”, ficando conhecido como “o livreiro do Alemão”.

Aos 8 anos de idade, quando estava voltando da igreja, Otávio desviou a rota pelo campinho de futebol. No entorno, só havia um grande depósito de lixo, pois a comunidade não tinha serviço de coleta. Ele então caminhou pela sujeira e avistou uma caixa com vários brinquedos. Não se contendo, deu um grito que chamou a atenção de todos os garotos, que imediatamente correram para ver o que era.

“Deu tempo apenas de pegar o livro que estava ali: Don Gatón. Não sei como explicar, mas tive olhos apenas para o livro, e não para os brinquedos, que foram rapidamente atacados. Depois da 'batalha', levei aquele exemplar como um troféu para casa.”

Otávio ficou maravilhado com o livro. Andava com ele para cima e para baixo. Mas chegou um dia em que ele sentiu necessidade de ler mais livros. Foi quando decidiu pedir aos vizinhos, que lhe emprestaram gibis da Turma da Mônica e da Disney. Chegou também a ganhar dois exemplares antigos de Monteiro Lobato: Reinações de Narizinho e As Caçadas de Pedrinho. A sede de leitura de Otávio era tanta, que ele passou a revirar o lixo à procura de mais livros. Isso fez com que ganhasse o apelido de “Xepa”.

  
Otávio Júnior, idealizador do projeto "Ler é 10 - Leia favela"
O encanto pelas palavras foi aumentando a ponto de Otávio sonhar em ser um escritor. As dificuldades eram muitas, principalmente depois que o pai começou a beber frequentemente. Otávio conta que a mãe dele era o pilar da casa. Era ela quem administrava a renda e fazia questão que os filhos estudassem. O único problema era que ela insistia em levar Otávio até a porta da escola e ir buscá-lo no fim da aula. Ele morria de vergonha!

“Para não ver o meu pai bêbado, eu buscava refúgio em bibliotecas, sebos, livrarias. Frequentemente ia ao Museu da República; ali eu podia ficar sossegado nos jardins do palácio, lendo livros e escrevendo.”

Otávio começou a se interessar também por teatro. Iniciou escrevendo algumas peças, montando cenários com caixas de papelão e isopor que encontrava no lixo e fazendo figurinos com retalhos que ia conseguindo. Chegou a se apresentar em alguns colégios e cobrava ingresso de um real. O dinheiro era usado para comprar roupas melhores, aperfeiçoar as peças e ajudar a mãe com as despesas de casa.

Foi aos poucos que surgiu o projeto de leitura “Ler é 10 – Leia favela”, para incentivar as crianças da comunidade a ler. Ele começou reunindo os primos, que chamavam mais alguns amigos e assim o projeto foi crescendo. Além de ouvir histórias, as crianças também tinham espaço para manipular os livros da coleção de Otávio, aprendiam como cuidar dos livros e ainda recebiam lanche.

Esse livro é uma lição de vida. A história de Otávio é inspiradora e comovente. Nós que somos apaixonados por livros, conseguimos entender toda a magia envolvida nesse projeto literário. O autor também mostra a importância dessa iniciativa na vida de crianças e adolescentes que são excluídos pela sociedade.

Sem dúvida, um dos melhores mergulhos do ano. Recomendo!


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Semana de Amor: Conta Comigo!

Olá, mergulhadores!

Aproveitando que é a semana do Dia dos Namorados, resolvi fazer um post diferenciado para marcar essa data. Recentemente, eu li um romance do autor parceiro Wilson Mello, que me inspirou a fazer o especial "Semana de Amor: Conta Comigo!". Na página do Mergulhando Na Leitura no Facebook, as imagens estão sendo publicadas desde a última segunda-feira (8), uma por dia. Clique aqui para mergulhar pela fan page!

Todas as fotos foram tiradas por mim e os trechos são do livro Conta Comigo, de Wilson Mello, que já foi resenhado aqui no blog. Espero que gostem!!!






Há poucos dias saiu também a resenha de A menina que não tinha medo do escurooutro livro de Wilson Mello. Vocês podem conferir clicando aqui. Até a próxima!




domingo, 7 de junho de 2015

#Resenha: "A menina que não tinha medo do escuro"

Título: A menina que não tinha medo do escuro

Autor: Wilson Mello

Ano de lançamento: 2011

Editora: Baraúna

Nº de páginas: 92


# A história

Tudo começa quando um escritor solitário de 52 anos tenta se concentrar para escrever um novo livro e é interrompido por uma menina de 7 anos, que brinca com uma bola na porta do apartamento dele.

Irritado, ele a repreende várias vezes, explicando-a que está incomodado e pedindo-a para que pare de jogar. No entanto, a garota simplesmente ignora o pedido dele e continua batendo a bola, deixando-o cada vez mais aborrecido.

Com o tempo, os dois acabam se tornando grandes amigos e o escritor passa a desejar a presença diária da menina em seu apartamento. Ele começou a chamá-la de Princesa e ela o chamava de Amigo. O que ele não imaginava, era que aquela menina tivesse um elo com seu passado. A partir daí, vem à tona uma revelação que estava escondida dentro de uma gaveta há dez anos.

# Opinião

Esse é o tipo de livro que você deve saber o básico a respeito dele antes de começar a ler. Talvez assim a surpresa guardada para o final possa ser mais impactante. Eu diria que toda a trama se concentra em duas revelações. Uma delas fica clara já no início. A outra, realmente pega o leitor de surpresa nas últimas páginas.

Foi interessante essa ideia do autor não dar nomes aos personagens. Já li alguns livros assim e acho a estratégia válida. Primeiramente, porque o leitor fica livre para soltar a imaginação. Além disso, considero que seja também um atrativo para o leitor (comigo funciona assim), que fica esperando que o nome do personagem seja revelado no parágrafo seguinte. Acaba sendo um gancho para prender a gente.

Eu só destaco um ponto negativo do livro. Achei o início muito arrastado, porque ficou concentrado na questão da menina incomodando o escritor com uma bola e ele reclamando. Isso se estendeu por muitos capítulos. Já o ponto alto do livro é o companheirismo que vai se fortalecendo entre os personagens. Como a história fica concentrada nos dois, essa relação de amizade ganhou todo o foco e, para mim, merecia até mais espaço na trama.

Já conhecia a escrita do autor, porque já tinha lido outra obra dele, o romance Conta Comigo (confira a resenha aqui). Deixo essa recomendação para quem procura uma boa história para ler rapidinho em um final de semana.



quarta-feira, 3 de junho de 2015

#Filme: "Refém"

Título no Brasil: Refém

Título original: Hostage

País de origem: EUA

Idioma: Inglês

Gênero: Ação / Suspense

Direção: Florent Emilio Siri

Duração: 102 minutos

Ano: 2005


Sobre o filme

Estamos em Los Angeles, no meio de uma operação policial. Um sequestrador está com uma mulher e com uma criança e tenta negociar com a polícia.

No comando, está o policial Jeff Talley (Bruce Willis), que tem grande experiência em casos como esse: foram dez anos de SWAT (Special Weapons And Tactics), que quer dizer “Armas e Táticas Especiais”, e há sete trabalha como negociador de sequestros.

Jeff se mostra tranquilo ao conduzir a missão. Apesar de não medir esforços para preservar a vida dos envolvidos, a ação não foi bem sucedida e acabou em tragédia.

Um ano depois, Jeff está no cargo de chefe de polícia de uma pacata cidade do interior da Califórnia, onde há poucas ocorrências. Mal sabia ele que a sua paz iria acabar quando três adolescentes resolveram roubar um carro dentro de uma mansão.

Mas aquela não era uma casa qualquer. Dentro dela, havia um DVD que poderia resultar na prisão de um chefe do crime organizado que, por sua vez, obriga Jeff a colaborar com ele.

Ben Foster em cena como o psicopata Mars
Opinião

O que eu mais gostei foi que o filme explorou o lado humano dos policiais. Jeff é um personagem que passa por altos e baixos como qualquer pessoa.

Comecei a ver o filme imaginando que seria só mais um entre tantos do gênero de ação, mas tive a feliz surpresa de acompanhar um longa que foi muito além disso.

Refém transmite uma mensagem positiva sobre o amor incondicional de um pai de família. Apesar da relação difícil entre Jeff e a filha Amanda (Rumer Willis) – notaram o sobrenome? A atriz é filha de Bruce Willis mesmo! – lá na frente vemos que o afeto familiar é maior do que qualquer desavença.

Esse filme recorre também a alguns clichês dos filmes de terror e suspense, mas que podem render pequenos sustos ao espectador. O diferencial de Refém foi ter apostado no drama e, principalmente, ter contado com um Bruce Willis totalmente entregue no papel do policial Jeff Talley.

Destaque

A interpretação na medida certa de Bruce Willis. As cenas mais marcantes do filme ficaram por conta dele. O ator não precisou fazer força, nem caretas, quando seu personagem teve que chorar. Com simplicidade, ele conseguiu transmitir toda a emoção que o contexto da história exigia.

Bruce Willis realmente é o cara do filme
Considerações Finais

Só depois eu descobri que esse filme foi baseado no livro homônimo de Robert Crais, publicado no Brasil pela Editora Record. Achei essa capa horrível (foto abaixo), mas estou louco para dar esse mergulho. E vocês?



Nota: 9/10