quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Rio 2016: Vôlei feminino de Camarões fez história!

Esporte em Camarões. Qual é a primeira coisa que vem à sua mente? Se você é mais ou menos antenado ao mundo esportivo, talvez tenha pensado no jogador de futebol Samuel Eto'o, ídolo nascido no país africano. No entanto, hoje estou aqui para falar sobre a seleção camaronesa de voleibol feminino, que é bem menos popular e não tem tradição em grandes competições internacionais.

Está achando o post muito aleatório? É, pode ser. Cá estou, assim mesmo, porque fiquei pensando nesta publicação desde que assisti a um jogo da equipe de Camarões nos jogos olímpicos Rio 2016. Motivo? O brilho que o time demonstrou em quadra, mesmo com várias limitações técnicas; a vontade de vencer; o nítido orgulho de representar seu país pela primeira vez numa olimpíada; e até o estilo das jogadoras também (por que não?). Consegui enxergar tudo isso assistindo somente a uma partida delas.

Foto: Divulgação/Federação Camaronesa de Vôlei

A foto acima mostra a dura realidade do campeonato local em Camarões. O país só tem uma quadra poliesportiva para a prática do vôlei, que fica na capital Iaundé. Então, muitas vezes, os jogos são realizados a céu aberto, em locais improvisados.

A seleção camaronesa é quase amadora. Das 12 atletas convocadas para as olimpíadas do Rio, apenas cinco são profissionais. Apesar de toda essa carência, o time veio representar seu país após conquistar uma vaga no Pré-Olímpico africano, batendo a seleção do Egito na final. Por aqui, elas não tiveram vida fácil. Enfrentaram o Brasil logo na estreia, perdendo de 3 sets a 0, mesmo placar do Mundial 2014, quando as duas equipes também se enfrentaram na primeira fase.

Camarões foi o saco de pancadas do torneio feminino de vôlei na Rio 2016. Caiu no grupo A, que tinha Brasil, Rússia, Japão, Coréia do Sul e Argentina. Foram cinco confrontos e cinco derrotas. Estreante em olimpíadas, o time conquistou somente um ponto na fase classificatória. Só não passou em branco” porque perdeu um dos jogos por 3 sets a 2, garantindo esse pontinho de honra (com esse placar, o vencedor leva dois pontos e o perdedor leva um).

Foto: Divulgação/FIVB

Foi justamente a partida que eu acompanhei do início ao fim. Um dia histórico para Camarões e também para a Argentina, outra estreante em jogos olímpicos. Ambas já tinham perdido três jogos cada uma, sem ganhar nenhum set. Como diziam os comentaristas da partida durante a transmissão: a história estava sendo escrita naquele momento.

A equipe sul-americana, um pouco mais experiente, conseguiu vencer a partida no tie-break. Devo confessar que torci desde o primeiro até o último ponto pelo time africano. As atletas empolgaram o público no Maracanãzinho mostrando muita disposição e alegria dentro de quadra. 

Algo que chamou atenção no torneio foi a forma como elas comemoravam os pontos de bloqueio (ver foto abaixo). O gesto foi inspirado na seleção masculina, que costumava fazer isso. As meninas gostaram e decidiram adotar nas partidas. Movimento igual ao do mito do atletismo, o jamaicano Usain Bolt. 

Foto: Reuters
Então é isso. Resolvi fazer esse post porque gostei muito da maneira como a seleção camaronesa de vôlei feminino se apresentou nas olimpíadas do Rio. Foi um exemplo de superação, garra, determinação, força de vontade, simpatia... Mostraram que o mais importante não é a medalha de ouro. Aplausos!


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Olhares apaixonados - Um breve estudo sobre os olhares

Título: Olhares apaixonados - Um breve estudo sobre os olhares

Autor: Pascale

Lançamento: 11/07/16

Editora: ***

Nº de páginas: 7


Olá, mergulhadores!

O post de hoje é sobre um conto publicado em e-book. Eu o encontrei na internet por acaso, quando cheguei ao blog do Ademir Pascale, escritor que já participou em mais de 40 livros, além de ser editor da Revista Conexão Literatura.

Publicado pela Fábrica de E-books, o conto Olhares apaixonados – Um breve estudo sobre os olhares tem apenas sete páginas. A história traz um jovem chamado Fred, de 19 anos, que é obcecado por olhares, tanto que tem até uma caderneta para anotações e desenhos, que são muito úteis em seus “estudos”.

Fred se apaixona à primeira vista por Mariana, uma estudante de Educação Física que namora um estudante de Direito, que tem pinta de galã, é rico, folgado e autoritário. Do outro lado do balcão, Fred trabalha em uma lanchonete da faculdade e não é lá um cara tão atraente assim.

Num certo dia, o olhar de Mariana para Fred estava diferente, mesmo que estivesse na presença do namorado dela. Ele estudou bastante e tentou achar uma explicação para aquilo tudo, tendo uma grande surpresa.

Como eu falei, a história é bem curtinha: sete páginas, contando com capa e tudo. Eu esperava muito mais, principalmente pelo currículo extenso do autor Pascale. A temática me parecia bem profunda, mas o desenvolvimento da narrativa ficou bem raso. Além disso, o próprio texto é decepcionante. Achei imaturo e, mesmo em tão poucas páginas, encontrei alguns erros graves de português.

Valeu pela iniciativa de disponibilizar o conto gratuitamente na internet, que é uma ferramenta muito importante para qualquer escritor que quer mostrar seu trabalho. Até a próxima!

PARA LER O E-BOOK, CLIQUE AQUI.


sábado, 30 de julho de 2016

#Resenha: "A teia da aranha"

Título: A teia da aranha

Autor: Charles Osborne

Ano de lançamento: 2008

Editora: L&PM Pocket

Nº de páginas: 176


# A história

O corpo do desagradável Oliver Costello apareceu na sala da casa de campo do casal Henry e Clarissa Hailsham-Brown. O crime certamente havia sido cometido por um dos presentes no local durante a chuvosa tarde de março. No entanto, ninguém se acusou.

A sra. Hailsham-Brown até pensou que pudesse ter sido um acidente e resolveu esconder o cadáver. Seu próximo passo foi convencer todos a manterem silêncio. Depois de certa resistência, o grupo concordou. Para todos os efeitos, eles estavam jogando cartas e não viram nada do que aconteceu.

O inspetor Lord recebeu um telefonema anônimo com a denúncia de que tinha ocorrido um assassinato naquele local e foi até lá para investigar, deixando o segredo do grupo por um fio.

# Opinião

O livro A teia da aranha é uma adaptação inédita no Brasil, feita por Charles Osborne a partir da peça homônima de sucesso de Agatha Christie, de 1954. Isso já foi o bastante para que eu me empolgasse. Como sou apaixonado pelo trabalho da Rainha do Crime, minha expectativa era grande e não queria me decepcionar.

Achei curioso o fato de que, na própria sinopse do livro, dizia que a adaptação era de uma peça de comédia e mistério. Eu sabia que a escritora britânica havia assinado diversos trabalhos além dos romances policiais que a consagraram, mas não imaginava que o humor também fazia parte do currículo dela.

No entanto, não foi o que a adaptação mostrou. O resultado final foi satisfatório, mas não captei o enredo “bem-humorado”, como a sinopse vendia. No mais, gostei do fato de Osborne ter seguido pelo mesmo caminho de Agatha Christie. Senti pouca diferença no texto.

É impossível não pontuar a falta que personagens como o detetive Hercule Poirot ou a Miss Marple fazem em uma história como essa. O papel de investigador coube ao chatíssimo inspetor Lord. Além de não ter carisma algum, o personagem ainda trata os suspeitos de acordo com a classe social deles. Tive pena dos empregados da casa.

Como já disse, fiquei satisfeito com a leitura, mas confesso que esperava uma reviravolta, algo mais impactante no final. Mesmo assim, anotem a dica. Até a próxima!


quarta-feira, 20 de julho de 2016

[Parceria] - Edson Kazienko do Carmo

Oi, mergulhadores!

Capa de "Meu irmão, meu herói", livro de
estreia de Edson Kazienko do Carmo 
Estava eu no meu canto
Já quase ao final do dia
Quando chegou uma mensagem:
Pedido de parceria!

Como aqui no blog
Livro nacional tem vez
Aceitei rapidamente
E vou mostrar a vocês...

Edson Kazienko do Carmo
Começou com o pé direito
Então conheçam o livro dele
E façam bom proveito.


Ygo Maia
Sinopse:

A história relata a vida de dois irmãos, Estefano e Alexandre, que ficaram órfãos logo no início da Segunda Guerra Mundial, possuindo apenas um relógio de bolso com o desenho de sua família dentro, esse objeto é a única lembrança que as crianças têm de seus pais, e quando se veem sozinhos, eles decidem encontrar seu tio que mal os conhece, e que vive em uma cidade localizada a mais de 400 km de onde estão, mas as crianças não imaginam isso e assim eles embarcam em uma aventura perigosa, dramática, engraçada e envolvente, passando por muitos lugares, e conhecendo várias pessoas que os ajudam ou que tentam machucá-los. A história relata vários acontecimentos e lugares dessa época, tais como: a construção do gueto de Varsóvia; do campo de concentração de Ravensbrück na Alemanha; as coisas boas e ruins que o povo polonês e alemão foram capazes de fazer, e a genialidade e determinação que as crianças desempenham no decorrer dos episódios para poderem sobreviver em meio a tantas injustiças.




Sobre o autor:

Edson Kazienko do Carmo nasceu em Guarani das Missões - RS, mas vive atualmente em Foz do Iguaçu - PR, onde formou-se em Educação Física e trabalha como professor e escritor. "Meu irmão, meu herói", publicado em 2016 pela Editora Multifoco, através do selo Dimensões Ficção, é o livro de estreia do autor.




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