terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Bate o sino!

Vai, segura esse sino com vontade e sacode com força. Pede pra sair. Chuta logo a mesa, parceiro. Sem pedir licença. Sem pedir desculpas. Os ponteiros do relógio continuam trabalhando. O tempo é implacável. Por isso, amigo, não espere mais. Anota aí outro conselho de irmão: joga fora esse medo. Ele só te aprisiona. Procure achar o seu lugar no mundo. Aí não é o seu! Os teus sonhos são grandes. Permita-se! Corra atrás agora! Larga tudo e vai ser feliz, antes que seja tarde. Siga em frente. Enfrente!


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Âncora

Outro dia eu me peguei pensando qual seria a minha âncora. Uma metáfora para descobrir o que me prende. O que me obriga a permanecer nessa zona tão longe do conforto que eu busco? Não sei. Os dias vão passando rapidamente enquanto eu fico cada vez mais... sei lá. Navegar é bom. O que fode é o medo de me lançar nas águas. A angústia toma conta de mim quando não sei para onde apontar e remar. Eu, homem de pouca fé. Meus ombros doem. Minha mente dói. Procuro respostas em travesseiros durante as noites em claro. Ao tentar me encontrar, sinto que me perco cada vez mais de mim. Eu quero mesmo é me sentir vivo e acreditar que meus esforços valeram a pena. Não posso carregar esse peso por mais tempo. Preciso me livrar dessa âncora que puxa minha autoestima para baixo e enche a minha cabeça de dúvidas. Não quero me arrepender das minhas escolhas lá na frente. Quero voar para bem longe, mesmo sem saber a direção. E para ontem, pois tenho pressa de ser feliz.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

#Resenha: "O Vestido Cor de Pêssego"

Título: O Vestido Cor de Pêssego

Autor(a): R. A. Stival

Ano de lançamento: 2014

Editora: Planeta

Nº de páginas: 319



# A história

O Vestido Cor de Pêssego é o primeiro livro da série Hussardos e Dragões.

Em pleno período das guerras napoleônicas, lá no século XIX, surge um sentimento arrebatador entre duas pessoas de mundos completamente distintos. Nos campos do coração, o amor acabou vencendo todas as batalhas.

Amadeus Barnard é um hussardo (soldado de cavalaria ligeira) respeitado entre os militares e também socialmente. O aristocrata tem um passado sofrido, o que fez dele um homem descrente e solitário. Já Adeline Boissinot é filha de um pequeno proprietário de terras. Além da escrita e da leitura, a jovem recebeu lições de defesa pessoal, manuseio de armas e equitação, tornando-se uma mulher madura, corajosa e à frente do seu tempo.  

Adeline chegou de mansinho na vida do general Amadeus. Depois de ver o seu sonho de casar com Philipe ir por água abaixo, ela rumou para Paris, onde conseguiu um emprego de criada na mansão de Amadeus. O que ela não imaginava era que se veria totalmente envolvida por aquele patrão atormentado.

# Opinião

Amadeus é aquele homem que todos admiram pela beleza, postura e coragem, mas nem todos sabem o que se passa no interior dele. Depois de ter perdido o filho e a esposa, ele se transformou em um homem frio, de modo que a dedicação tão fervorosa à carreira militar tornou-se uma espécie de fuga.

A autora foi muito feliz ao traçar o perfil do casal principal. Os dois se completam de uma forma muito verossímil. O lado humano de Adeline e Amadeus foi o que mais me chamou atenção. No decorrer da história, o leitor vai se identificando cada vez mais com esses personagens.

Adeline demonstra ser uma mulher muito segura de si na maior parte do tempo, mas na presença do patrão ela se desarma. Da mesma forma, Amadeus expõe suas fraquezas diante da criada. Ao conhecer um pouco sobre os fantasmas que atormentam o patrão, Adeline começa a sentir afeto por ele, trazendo à tona o lado romântico que havia “deixado para trás” quando foi para Paris.

Com a chegada de Philipe, a história trouxe um conflito interessante, que pode se desenvolver melhor na sequência da saga (torço para que isso aconteça). Amadeus ficou enciumado com a presença do rapaz, deixando transparecer uma insegurança que escondia de todos. Onde estava aquela bravura do homem que liderou um exército? Todo esse contexto serviu para mostrar o que o amor pode fazer com as pessoas. O melhor foi que a autora conduziu isso de forma muito natural.

Para encerrar, tenho uma observação a respeito da linguagem do livro. Como a publicação foi por conta da Editora Planeta – Portugal, senti um estranhamento em alguns trechos, mas isso não prejudicou a leitura. Além do mais, a história se passa em outra época, então o vocabulário combina com o contexto.

Então é isso. Deixo aqui a recomendação e espero ler o próximo livro da saga em breve. Abraço!


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Entrevista com Edson Kazienko do Carmo

Olá, mergulhadores queridos!

Hoje eu venho postar uma entrevista com nosso parceiro gente boa, Edson Kazienko do Carmo. Acompanhem!

Nome completo – Edson Kazienko do Carmo        

Data de nascimento – 01/03/1988

Naturalidade – Guarani das Missões/RS

Grau de formação – Graduado em Educação Física

Profissão – Escritor, professor e artista plástico


Mergulhando Na Leitura: Primeiramente, gostaria que você se apresentasse aos nossos leitores.
Edson Kazienko do Carmo: Olá, pessoal. Eu sou Edson Kazienko do Carmo, sou pisciano e adoro lasanha (risos). Brincadeiras à parte é um prazer poder estar respondendo essa entrevista para o blog Mergulhando Na Leitura, que incentiva e mostra o trabalho de vários novos talentos de nossa literatura.

MNL: Seu primeiro livro, Meu irmão, meu herói, trata de uma relação muito bonita entre dois irmãos. De onde veio essa ideia?
EKC: Desde a infância, assuntos relacionados à Segunda Guerra me chamavam a atenção. Fui crescendo e aprendi a pesquisar mais a fundo essa parte marcante da história mundial. Me deparei com os maiores afetados por tamanha crueldade: as crianças. E, desta forma, me inspirei a escrever sobre elas que são tão fortes e frágeis, tão esperançosas e inocentes. E como acredito que o amor transforma, ali encontrei o eixo principal para o meu livro.

MNL: Por que você decidiu ambientar a história em um cenário de guerra?
EKC: Como disse anteriormente, sempre gostei do assunto da Segunda Guerra. Minha família é de origem polonesa. Fui criado em uma cidade fundada por polacos e, além disso, acredito que em uma outra vida eu estava lá, não sei quem eu era ou o que fiz, mas sei que estive lá.

MNL: Como foi o processo de pesquisa para escrever o livro? Você misturou a ficção com a realidade?
EKC: O processo foi espetacular. Posso dizer que foi quase surreal. Tudo o que eu precisava saber sobre determinado fato ou local vinha até mim de uma forma muito fácil, como por exemplo, eu me deparei com um trecho do livro em que precisava colocar uma cidade da Polônia com determinadas características, algumas bem peculiares, e eu não conhecia nenhuma cidade assim, mas quando liguei a TV de um quarto de hotel que estava hospedado, o canal sintonizado era o National Geographic, e ali estava passando um documentário falando sobre essa cidade que eu tanto precisava exatamente nesse período histórico, e foi assim com toda informação que eu precisei. Sim, misturei bastante [ficção com realidade]. Basicamente, peguei o cenário com seus fatos e acrescentei a minha história.

"Tudo o que eu precisava saber sobre determinado fato ou local
vinha até mim de uma forma muito fácil", conta o autor.
MNL: Quais são seus autores favoritos? De que forma eles contribuem para a criação das suas histórias?
EKC: Um autor brasileiro que eu gosto muito, apesar de ter uma linha diferente da minha é o Paulo Coelho, porque ele mostrou que é possível um brasileiro vencer no mundo lá fora com suas histórias. E outro cara que me fez começar a ler é o Stan Lee, porque a partir dos quadrinhos dele eu acabei mergulhando na literatura (risos). Desculpe o trocadilho, não resisti.

MNL: Fale sobre o seu processo criativo. Você segue algum ritual ou tem alguma mania quando vai escrever? Qual?
EKC: Eu tenho um processo bem simples, que é silêncio e concentração. Minha cabeça se dispersa bem fácil, então por isso só foco nessas condições.

MNL: Como você enxerga a literatura nacional atualmente? O que falta melhorar?
EKC: Temos grandes talentos e quase nenhum incentivo para publicar ou posteriormente mostrar esses trabalhos para o público. Essa página é uma exceção. Infelizmente, ainda temos editoras que querem lucrar vorazmente em cima dos sonhos de escritores iniciantes. Além de ganhar a porcentagem sobre os livros, pedem valores abusivos para publicar seu livro, que variam de 5 a 15 mil reais, além de não dar garantia alguma da distribuição do mesmo nas livrarias. Mas percebo que cada vez mais o público jovem está tendo interesse pelos livros e é isso que pode fazer tudo mudar para melhor.

MNL: Além de escritor, você também é professor. Como você lida com essas duas funções?
EKC: Por eu ser professor de Educação Física, muitas pessoas acreditam que não há ligação com a literatura fora tecnicismo de minha área; pelo contrário, eu trabalho com crianças o dia inteiro e elas me mostram do que são capazes, me inspiram diariamente. Eu não poderia escrever sobre crianças sem saber como elas são ao fundo. Para mim é um grande laboratório de personagens e histórias.

MNL: Você está trabalhando em outro livro? Pode adiantar alguma coisa para os nossos leitores?
EKC: Estou sim. E o que posso adiantar é que vêm mais crianças por aí, com bastante aventura e bagunça. Um conto para os pais lerem para os filhos.

MNL: Muito obrigado pela entrevista. Deixe uma mensagem para os nossos leitores.
EKC: O que tenho a dizer a vocês, meus queridos, é para não desistirem de seus sonhos. É praxe, mas é sincero. Não há sensação melhor que ver o que você tanto lutou e buscou se tornando realidade, e ainda mais quando o que você fez tocou e emocionou pessoas que você sequer conhecia. 

Mergulho Rápido:

MNL: Uma palavra...  
EKC: Amor!
MNL: Um sonho...   
EKC: Viver do que eu amo fazer!    
MNL: Alguém especial...  
EKC: Minha esposa!
MNL: Um lugar...   
EKC: Praia!         
MNL: Um livro...  
EKC: O meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos!            
MNL: Uma música…
EKC: Kashmir, de Led Zeppelin!
MNL: Uma comida...
EKC: Lasanha (risos)!
MNL: Deus...
EKC: Meu grande Pai!             


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...