domingo, 29 de março de 2015

#Resenha: "Por que Eu?"

Título: Por que Eu?

Autor(a): Sinélia Peixoto

Ano de lançamento: 2015

Editora: Chiado

Nº de páginas: 496


# A história

Por que Eu? é o pontapé inicial da Trilogia do Eu.

O romance é narrado em primeira pessoa. Desta forma, embarcamos na vida da protagonista Elizabeth, uma brasiliense de 28 anos. A história se passa no começo de 2013, ano em que Beth está disposta a dar uma guinada na vida.

A busca por um futuro melhor tem início já no réveillon. O lugar? Porto Seguro. Um grupo de amigas quer marcar a chegada de um novo ano com muita bebida e diversão. Beth está entre elas, mas, no fundo, não consegue se entregar. Está sozinha há quatro anos e, ao contrário de suas amigas, não vai para a cama com qualquer um.

Beth conhece o advogado Antônio, também de Brasília, e eles engatam um romance ao voltarem para a capital do país. Ela pede demissão para se dedicar a concursos e se casa com Antônio. Então vêm os filhos, as dificuldades, os desafios da vida a dois e a busca pela satisfação sexual e profissional.

# Opinião

Sinélia Peixoto já inicia seu romance incendiando as páginas. Logo de cara, entramos na intimidade da protagonista, que nos revela detalhadamente um sonho erótico. Nada de formalidade na maneira de apresentar Elizabeth ao leitor. Primeiro veio o prazer (literalmente), depois, a satisfação.

Os ânimos se acalmam e percebemos uma personagem diferente da que se mostrou no início. Beth é uma mulher insegura e até um tanto neurótica. Por vezes, é fácil pensar que ela tem depressão. Uma mulher que pensa demais, que analisa demais e que age de menos.

Beth é uma mulher comum, que poderia ser a minha vizinha ou a sua. Ela gosta de ler, filosofar e ouvir música. O livro é cheio de citações de autores como Paulo Coelho e Confúcio; trechos de músicas de Lulu Santos, Roberto Carlos e Fábio Júnior, entre outros, devidamente referenciados nas notas de rodapé.

A autora optou pelo vocabulário simples, usando gírias e expressões populares no Brasil. A narrativa apresenta também algumas quebras de foco. Em um momento, o leitor acompanha a tórrida relação de Beth e Antônio, com diálogos picantes e muito sexo. Em outro, Beth se torna uma psicóloga das amigas. O que fica evidente é que os problemas alheios sempre são mais fáceis de resolver, porque ela aconselha todo mundo, é sábia ao extremo, mas quando é o sapato dela que aperta, o mundo cai.

As análises de Beth com relação a tudo ficaram desgastantes. Ela tenta passar uma imagem de mulher forte, que quer trabalhar e ser independente, mas eu a vi como uma pessoa que não definiu ainda um rumo na vida.

Outra coisa que me incomodou foi o teor das conversas do casal. Quando eles se conhecem, é normal que a paixão avassaladora tenha obrigado a autora a criar diálogos mais românticos, com declarações de amor que marcam o início de um relacionamento. Porém, Beth e Antônio continuaram assim depois de anos de casados.

“Eu te amo” e todas as variações desta frase se repetiram exaustivamente. Talvez a intenção da autora tenha sido mostrar o brilho do começo do casamento e, nos próximos livros da trilogia, focar nos “contras”. O problema foi que, apesar de uns pequenos conflitos, o relacionamento de Beth e Antônio ficou perfeitinho demais.

Minha última crítica é relacionada ao tamanho dos diálogos, que contribuiu para que o livro tenha chegado a quase 500 páginas. Além disso, faltou descrever as ações enquanto os personagens falavam. Um diálogo fica muito mais convincente se o leitor conseguir visualizar a expressão do personagem, os movimentos que ele faz, entre outras coisas. Isso também ajuda a dar uma quebra nas falas. Se o livro não tivesse essas conversas enormes e se o casal não ficasse toda hora se declarando, o número de páginas poderia ter sido consideravelmente menor.

O mergulho durou uma semana e o saldo foi positivo. Fica a recomendação!

# Extra

Uma coisa que não ficou clara para mim, foi a relação entre a capa, o título e a história. No mais, quero acompanhar a continuação para saber o que vai acontecer com Beth e Antônio. A autora deixou um bom gancho no final.

Sinélia Peixoto é parceira do blog. Se quiser saber mais, clique aqui.



quinta-feira, 26 de março de 2015

#Filme: "Nove Mortes"

Título no Brasil: Nove Mortes

Título original: Nine Dead

País de origem: EUA

Idioma: Inglês

Gênero: Policial / Terror

Direção: Chris Shadley

Duração: 98 minutos

Ano: 2010 


Sobre o filme

Em Nove Mortes, a comunicação é essencial para a sobrevivência. Nada menos do que nove pessoas estão conectadas de alguma forma. O problema é que elas não fazem ideia do elo que as une.

Tudo começa quando um pistoleiro mascarado sequestra e prende os personagens em uma sala. Ele acende a luz para que todos sejam apresentados e a tensão toma conta do grupo.

A regra é explicada de forma simples e direta: eles terão 10 minutos para descobrirem o porquê de estarem presos. Quando esse tempo acabar, um deles será executado e o cronômetro, reiniciado. Caso conseguissem desvendar qual era a conexão entre eles, o mascarado garantiu que libertaria os sobreviventes e confessaria todos os crimes cometidos por ele naquele lugar.

A contagem regressiva é iniciada e a ficha demora a cair. Eles chegam a duvidar de que aquilo é sério. Pensam até que é uma armação da polícia. Os primeiros 10 minutos são desperdiçados com acusações, provocações e, principalmente, lamentações.

O cronômetro chega a zero. O pistoleiro entra na sala e pergunta se eles descobriram porque estão ali. Sem resposta, a primeira pessoa é morta. Só então os outros percebem que aquilo não é uma brincadeira de mau gosto.

Os personagens começam a conversar e a revelar detalhes da vida pessoal deles. Além da comunicação, a memória e a inteligência são fundamentais para saírem dali com vida.

"Why you here?"

Opinião

Foi impossível não comparar esse filme com Jogos Mortais. A principal diferença é que, em Nove Mortes, nenhuma delas é mirabolante como as comandadas por Jigsaw.

Entre os elementos parecidos, estão: um assassino que usa uma máscara (muito sem graça, por sinal); as pessoas presas em um ambiente claustrofóbico e a pressão psicológica.

O mascarado é mostrado como uma criatura impiedosa e calculista, que coleciona recortes de jornais e que guarda várias armas. O filme dá uma esfriada no início, quando os nove reféns ficam discutindo como crianças. Você começa a torcer para alguns sobreviverem e a rezar para que o tempo passe logo e o mascarado entre na sala para executar os personagens mais chatos. Por falar em execução, as cenas das mortes decepcionaram. Ficaram muito repetitivas. Outro ponto negativo foi a fraca interpretação dos atores.

O longa é centrado na comunicação, o que exige atenção redobrada com os diálogos, embora o prejuízo não seja tão grande se você deixar passar alguma informação. Isso porque o filme recorre a vários flashbacks, que deixam tudo bem “mastigadinho” para os mais desatentos.

O filme melhora quando os sobreviventes começam a se ajudar. Alguns são mais inteligentes, por isso, fiquei na torcida para que estes não fossem os próximos a morrer quando se passassem mais 10 minutos.

Melissa Joan Hart interpreta a advogada Kelley










Considerações finais

Se nós podemos tirar uma mensagem interessante desse filme, é que as decisões que nós tomamos podem afetar a vida de muitas pessoas, mesmo que indiretamente. Nove Mortes mostra como o ser humano consegue ser egoísta, mesmo diante das situações mais difíceis. Além disso, o filme abrange uma reflexão sobre a força que a comunicação exerce na vida das pessoas.

O desfecho não chegou a me surpreender. Achei até meio frustrante, pois, além de ter faltado suspense, ficou em aberto. Não foi tudo o que eu esperava, mas foi um bom filme para passar o tempo e colocar a mente para funcionar.

Trailer

video

Nota: 7/10



terça-feira, 17 de março de 2015

Campanhas sociais na série "As visões da Raven"

Oi, mergulhadores de plantão!

Hoje o post é sobre algumas campanhas sociais realizadas na série americana “That’s so Raven” (As visões da Raven), que eu acredito que todos vocês conhecem. Quando eu era mais novo, acompanhava os episódios regularmente.


Protagonizado pela atriz e cantora Raven-Symoné, o seriado conta, basicamente, as aventuras de Raven Baxter, uma adolescente que tem o poder de prever o futuro. O problema é que nem sempre ela interpreta as suas visões corretamente e acaba vivendo altas confusões (como diria o narrador da Sessão da Tarde).

Além da comédia, alguns episódios da série tratam de temas importantes para a sociedade. Isso é muito utilizado também nas telenovelas. Autores como Glória Perez e Manoel Carlos, costumam lançar um pouco de luz sobre determinados assuntos, como: drogas, violência doméstica, doação de órgãos, tráfico de pessoas, homossexualidade, câncer, entre outros. É o famoso merchandising social. A intenção não é resolver todos os problemas imediatamente, mas abrir espaço para a discussão e alertar o público. Muitas vezes, funciona.

Pensando nisso, escolhi alguns episódios da série “As visões da Raven”, que incluíram temas sociais relevantes. Espero que vocês gostem. Confiram!

1 - Ditadura da beleza

Raven prevê que desfilará usando um vestido que ela mesma fez. No entanto, as coisas não acontecem como o previsto, pois a organizadora do evento diz que ela está “acima do peso”.

Vestir manequim 34 é o ideal? O mundo da moda acaba desestimulando as mulheres que não se encaixam nesse “padrão” de beleza. Ao final do episódio da série, a mensagem transmitida foi que ninguém deve dizer o que você deve vestir. O importante é você se sentir bem e se aceitar do seu jeito. Augusto Cury escreveu um livro falando sobre esse Padrão Inatingível de Beleza (PIB). Clique aqui.

2 - Fumar nessa idade?

Na visão de Raven, seu irmão Cory (Kyle Massey) está segurando um maço de cigarros. Ela logo se desespera, preocupada com a saúde dele. Na verdade, a fumante da história era a namorada de Cory. Ele estava interessado mesmo era no videogame.

O episódio faz um alerta sobre os perigos do cigarro. Os personagens envolvidos são bem jovens, o que torna o fato ainda mais sério. Além da preocupação com a saúde, o episódio mostrou o lado bonito da relação entre irmãos e como é importante haver essa parceria e essa instrução da parte de uma pessoa mais experiente. 

3 - Meio ambiente e alimentação saudável

Raven tem uma visão e descobre que a comida fornecida no refeitório do colégio vem de uma fábrica sem a menor preocupação com o meio ambiente. Ela então faz uma “palestra” para os alunos, explicando o mal que aquela comida está fazendo.

Demora um pouco até eles se convencerem de que as espinhas adquiridas nos últimos tempos, as roupas apertadas, a indisposição após as refeições, entre outros sintomas, são causados por aquela comida "maravilhosa" que tanto adoram. O episódio desempenha duas funções importantes: o de alertar os jovens sobre o valor de ter uma alimentação saudável, para não sofrer as consequências no futuro, e também denuncia as indústrias que poluem o meio ambiente.

4 - Não contratamos negros?

Após não ter conseguido um emprego em uma loja de roupas, Raven descobre, por meio de uma visão, que não foi contratada por causa da cor da sua pele. Ela sente o choque do preconceito, mas decide denunciar o ato de racismo.

Esse foi um dos episódios de que eu mais gostei. A gente se coloca no lugar de Raven e percebe a dor que uma atitude racista pode causar. Em um dado momento, ela diz: “Eu sabia que o preconceito existia, mas eu não imaginava que pudesse doer tanto”. A série é americana, mas a denúncia também vale aqui no Brasil, onde temos vivenciado casos abomináveis de discriminação. Somos muito mais do que um tom de pele. Clique aqui.


Espero que tenham gostado do post. Deixem nos comentários a opinião de vocês sobre essas campanhas sociais e, caso tenham vivenciado alguma experiência parecida, compartilhem conosco. Até a próxima e...






quinta-feira, 12 de março de 2015

#Resenha: "O Escaravelho do Diabo"

Título: O Escaravelho do Diabo

Autor(a): Lúcia Machado de Almeida

Ano de lançamento: 1972

Editora: Ática

Nº de páginas: 128


# A história

A história se passa na pequena cidade de Vista Alegre, no interior de São Paulo. Tudo começa quando Hugo, conhecido como “Foguinho” (por ter uma cabeleira vermelha), recebe um embrulho misterioso.

Dentro de um pequeno pacote havia algo inusitado: um escaravelho. O besouro era negro e tinha uma espécie de chifre na testa. O ruivo desconfiou que aquilo fosse uma brincadeira de mau gosto e até planejou mandar o presente de volta para o suposto autor da pegadinha.

Hugo foi a um baile, como tinha planejado, enquanto seu irmão Alberto, estudante de medicina, ficou se preparando para um exame que faria dois dias depois. Quando esse dia chegou, Alberto chegou em casa e estranhou que Hugo ainda estivesse dormindo. Os empregados também não sabiam o motivo que fazia o jovem de cabelos de fogo dormir até àquela hora do dia.

A porta do quarto estava trancada por dentro e Alberto forçou-a para entrar, depois de chamar pelo irmão e não obter nenhuma resposta. A visão que teve foi horrível: Hugo estava morto com uma espada fincada no peito. Imediatamente, Alberto chamou a polícia e depois ligou para os pais, que estavam nos Estados Unidos.

Com a ajuda do Inspetor Pimentel e do Subinspetor Silva, Alberto resolveu investigar o caso para descobrir o assassino de seu irmão. Por acaso, dentro de um ônibus, encontrou uma revista sobre besouros, em que identificou a foto de um escaravelho cujo nome científico queria dizer “Portador de espada”. Ficou abismado com a coincidência, pois Hugo tinha recebido um escaravelho idêntico na antevéspera de morrer.

Uma série de crimes se sucede com as mesmas características: os escaravelhos, os nomes científicos, a cor do cabelo das vítimas. Tudo estava interligado e os ruivos de Vista Alegre ficaram amedrontados com a possibilidade de serem vítimas do “Inseto”, como ficou conhecido o assassino.

# Opinião

Esse livro faz parte da série Vaga-Lume e é um clássico da nossa literatura infanto-juvenil. Há muito tempo eu li um livro chamado O mistério do 5 estrelas (clique aqui), de Marcos Rey, que também faz parte dessa série. Como gostei, queria ler os outros. Só agora, anos e anos depois, consegui ler mais um.

Foi uma leitura rápida, pois o livro é curtinho e a narrativa é bem ágil. Alguns leitores podem estranhar um pouco a linguagem. Contudo, é preciso levar em conta que o livro é antigo, logo, o português está de acordo com a época (na edição que eu li).

No geral, o saldo da leitura foi positivo. Só o final que eu não curti muito. A trama foi bem desenvolvida e merecia um desfecho à altura. O personagem Alberto descobriu a identidade do “Inseto” de uma forma vazia e a revelação não causou o impacto que eu esperava. Fora isso, é um livro que eu recomendo para passar o tempo, sem grandes expectativas. Até a próxima!



terça-feira, 10 de março de 2015

Entrevista com Nádia São Paulo

Olá, mergulhadores!

Vamos acompanhar mais uma entrevista aqui no blog? Desta vez, com a Nádia São Paulo, parceira do MNL.

Nome completo – Nádia São Paulo da Silva                      

Data de nascimento – 21/02/1966

Naturalidade – Salvador - BA

Grau de formação – 3º grau completo

Profissão – Artista



Mergulhando Na Leitura: Para começar, fale um pouco sobre você. Quem é a Nádia São Paulo?
Nádia São Paulo: Uma praticante e amante da arte.  Pinta, borda, desenha, toca, canta, decora, escreve, tricota cozinha...

MNL: Desde quando você escreve? Quem te incentivou?
NSP: Escrevo desde o ano de 2007. Meus maiores incentivadores são Agatha Christie e Evilásio, meu marido.

MNL: Você segue algum ritual para escrever? Como é o seu processo de criação?
NSP: Meu único ritual é escrever sem ter ninguém por perto. Quanto ao processo de criação, ele acontece naturalmente. Logo após ter a ideia para uma trama, imediatamente eu escrevo a sinopse de como será a história. A partir dessa sinopse, eu desenvolvo todo o resto que, graças a Deus, vem à mente numa facilidade assustadora (risos).

MNL: Quais são as dificuldades para publicar um livro no Brasil?
NSP: Muitas. É mais lucrativo para as grandes editoras trabalharem com a literatura estrangeira que já faz sucesso lá fora. O autor iniciante quase não tem vez. Principalmente se ele não vive entre o trecho Rio/São Paulo. Fora que o livro como produto final aqui no Brasil, sai muito caro para o consumidor. E por aí vai... Mas, dá-se um jeito.

MNL: Você é formada em Gestão e Design de Moda. Entre essa área e a literatura, existe alguma preferência? Qual?
NSP: A literatura com certeza é a minha área de atuação favorita.

MNL: Dois livros seus são ambientados na praia. Existe uma explicação para isso ou é pura coincidência?
NSP: Existe uma explicação, sim. Talvez, por morar numa cidade onde estão situadas as mais belas praias do país, a minha bela Salvador, eu acabei desenvolvendo uma verdadeira paixão pela paisagem marinha. Apreciar o mar me dá muita inspiração.

MNL: Quais as principais diferenças entre “Morte no Litoral” e “O Mistério da Casa na Praia”?
NSP: O primeiro é surpreendente. O segundo é intrigante. O primeiro é um gênero tipicamente policial, o segundo conta uma história sobrenatural, é mais voltado para o mistério, como o título mesmo já diz.

MNL: Em 2011, seu livro “Assassinato no Baile de Debutantes” foi publicado pela Editora Multifoco. Você me contou que essa era a sua história favorita. Por quê?
NSP: É verdade. Para mim, dos três romances que escrevi, esse é o que tem a trama mais envolvente, movimentada, com mais assassinatos, mais suspeitos, que mais assusta e confunde. Eu acho O Assassinato no Baile de Debutantes uma história eletrizante!

"Uma história eletrizante", classifica a autora

MNL: Você está escrevendo algum livro atualmente? Quais são os seus planos? 
NSP: Em 2014 publiquei um livro de contos “Reencontro Fatal e outras histórias de suspense e mistério” pela Editora Selo A. Trata-se de uma coletânea com dez histórias escritas por mim ao longo dos anos de 2009 até 2013. Ele pode ser encontrado na versão e-book através da Kobo, Amazon e Cultura.
Tenho dois infanto-juvenis prontos para serem publicados: “Prisioneiros de Bronze” e “A Marca da maldade”. Só falta o mais difícil: a editora! (risos).
Estou tentando finalizar “O Segredo da Coruja”, que será mais um romance com o Inspetor Xavier.
Estou amadurecendo outra história que, por enquanto, só tem a sinopse pronta e o título já promete: “Um Faz de Conta Perigoso”.
Enfim, planos para novas histórias não faltam. Contudo, meu objetivo maior é continuar contribuindo com a formação de novos leitores nos colégios de Salvador, que a cada ano, adotam mais e mais os meus livros em sala de aula.

MNL: Muito obrigado pela entrevista. Agora, deixe uma mensagem aos leitores do “Mergulhando Na Leitura”.
NSP: Primeiro, gostaria de agradecer a você Ygo, por se interessar pela minha literatura e por fazer esse trabalho tão bacana ao mergulhar e tentar fazer com que outras pessoas mergulhem junto com você em nossa rica literatura nacional. Parabéns mesmo pela excelente inciativa.
Quanto aos leitores do seu blog, eu humildemente sugiro que leiam os livros de Nádia São Paulo e, se gostarem... PEÇO QUE DIVULGUEM BASTANTE! (risos).  


Mergulho Rápido


MNL: Uma palavra... 
NSP: Universo!
MNL: Alguém especial... 
NSP: Meu marido!
MNL: Um livro... 
NSP: O caso dos dez negrinhos (E não sobrou nenhum), de Agatha Christie!
MNL: Uma música… 
NSP: Will you be there - Michael Jackson!
MNL: Um sonho... 
NSP: Conhecer o Egito!
MNL: Uma comida... 
NSP: Feijoada!
MNL: Um lugar... 
NSP: Onde tenha mar!
MNL: Deus... 
NSP: Fé!



domingo, 8 de março de 2015

Tudo Por Causa Dela!

Olá, mergulhadores!

Aproveitando que hoje é o Dia Internacional da Mulher, eu decidi fazer um post diferente. Em vez de fazer uma linda homenagem, gostaria de abrir espaço para um debate. Leiam o post até o final para entenderem do que se trata.

Título: Tudo Por Causa Dela!

Autor: Luiz Antônio Aguiar

Ano: 1995

Editora: FTD

Nº de páginas: 94


# A história

O autor fala em seu livro que escreve para o público adolescente por um motivo básico: inveja. Afirma que sente inveja de quem tem dezesseis ou dezessete anos. No livro, uma das mensagens que ele transmite é que devemos desconfiar sempre de quem conta uma história.

A trama de Tudo Por Causa Dela! gira em torno de quatro amigos inseparáveis: Buda, que ganhou esse apelido por ironia, pelo seu temperamento explosivo; Greik, o galã da turma, que “entende” de mulher e que é conhecido por detestar as garotas bobas e metidas; Jojô, um cara sossegado, que sempre espera as garotas darem o primeiro passo; e Julião, o mais sensato do quarteto.
   
A amizade deles é forte e verdadeira, mas com a chegada da bela e vaidosa Ruska, que vê os garotos como os mais perfeitos idiotas do mundo, a relação dos quatro amigos é abalada. Ela é do tipo de garota que não assume relacionamentos sérios. Seu lema é “ficar por ficar”.

O “namoro” entre Ruska e Buda durou pouquíssimo tempo. O nervosinho do quarteto gritava aos quatro ventos que as meninas eram todas iguais: mestras em armações. No mesmo período, Jojô também se apaixonou por Ruska, mas decidiu se afastar por não suportar aquela situação.

Algum tempo depois, Ruska e Jojô acabam ficando. Quando Jojô vai se explicar para Buda, os dois têm uma briga feia e rompem a amizade. Ruska segue curtindo a vida, enquanto arrasa corações por onde passa. Rolavam boatos de que ela e Julião também tinham se envolvido em uma festa. Após uma tentativa de defendê-la de alguns pivetes, o “cabeça” do grupo vai parar no hospital, em coma profundo.

Greik resolve tomar partido da situação e conta a sua versão da história. Segundo ele, Buda estava exagerando na briga com Jojô. Depois de muitas discussões, os três se unem diante da possibilidade de perderem o amigo Julião e culpam Ruska pelo acontecido.

# Debate

Eu li esse livro rapidinho, na época do ensino médio. A linguagem é muito próxima do cotidiano jovem. O autor conseguiu explorar as expressões e as gírias, tornando a leitura fácil e agradável. Além disso, a história traz uma bela reflexão a respeito do valor de uma amizade verdadeira.

Analisando-o depois de tanto tempo, fico pensando também nas discussões que o mesmo pode levantar. Sei que ele é antigo, mas resolvi trazer a discussão para a realidade dos nossos dias:

A personagem Ruska é vista como a vilã da história, uma verdadeira “piriguete”, como se diz atualmente. Mas, se fosse ao contrário? Será que o mesmo julgamento caberia a um personagem masculino? Ou ele sairia como o pegador da história? O que vocês acham? Comentem. Deixem as opiniões nos comentários. Até a próxima!