domingo, 25 de outubro de 2015

#Resenha: "Refém da Obsessão"

Título: Refém da Obsessão

Autor(a): Alma Katsu

Ano de lançamento: 2013

Editora: Novo Conceito

Nº de páginas: 352


# A história

Depois de passar 200 anos emparedado, Adair consegue se libertar e está sedento por vingança. Seu alvo: Lanny, uma mulher que carrega consigo o fardo da imortalidade. Ela sente como é duro ver as pessoas que amou partirem. Só o que lhe resta são as lembranças e a dor das perdas.

Lanny acredita que merece conviver com esse sofrimento dado a ela por Adair, o mais terrível dos homens. Havia uma parte dela que queria receber essa punição. Era uma pena a qual ela teria que cumprir. Agora, tudo o que ela mais sonha é com a redenção pela morte de Jonathan, seu grande amor.

Mas Adair está por perto. Lanny pode sentir a força dele e talvez os braços acolhedores de Luke não sejam suficientes para ela conseguir se salvar.

# Opinião

Nesse segundo livro, o personagem Luke não ganhou tanto destaque como no volume anterior. Isso porque o foco da trama se voltou para o triângulo formado por Lanny, Jonathan e Adair. Gostei muito da forma como as vidas deles estão entrelaçadas. Foi difícil até de tomar partido e torcer por alguém no final das contas.

Alma Katsu optou por segurar mais a história, portanto, não senti aquela pegada eletrizante da narrativa de Ladrão de Almas (resenha aqui), o que não quer dizer que a leitura tenha ficado arrastada. Acontece que nessa sequência o leitor tem a oportunidade de conhecer bem mais a fundo os personagens. Há vários flashbacks que ajudam a compreender as angústias, os medos e, principalmente, os traumas pelos quais todos eles passaram ao longo da vida. E não estou falando de jovens de vinte e poucos anos, mas de personagens que atravessaram séculos, o que acaba tornando as coisas muito maiores e mais intensas.

Mesmo para quem não leu o primeiro livro, ou até para aqueles que já o leram há muito tempo (como é o meu caso), percebi que a autora teve o cuidado de ser, digamos, um tanto “didática”, mas sem cair na armadilha da redundância. Ela fez isso através dos diálogos e das recordações dos personagens, permitindo que o leitor se inteirasse do que já havia acontecido. Foi como pegar um trem em movimento e ter um guia lhe explicando como foi o percurso até chegar àquela estação. Acho que a comparação é mais ou menos essa.

Também achei interessante a alternância dos capítulos, mostrando os pontos de vista do trio protagonista – e os desdobramentos na vida de Luke, depois do que ele fez no primeiro volume da trilogia. As pontas soltas vão se encaixando no decorrer da história quando os destinos deles se cruzam e o resultado é um desfecho impactante.

Só tenho uma reclamação a fazer, que é sobre a revisão da obra. Há vários erros que se repetem no texto, como por exemplo, a palavra “nunca” no lugar de “nuca”. Gente, quem é que leva um “golpe na nunca”? Apesar disso, o mergulho foi ótimo e deixou aquele gosto de necessito urgentemente de mais. É uma pena que não tenha previsão para o lançamento do terceiro livro aqui no Brasil. E aí, Novo Conceito, quando vai sair?



2 comentários:

  1. Olá,
    Eu tinha o primeiro livro, mas acabei não lendo por ele não fazer meu estilo de leitura mesmo, então troquei pelo skoob.
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá, Inês.
      Esse também não é meu estilo, mas foi uma grata surpresa quando eu li. Procure dar uma chance.
      Agora, estou louco para ler o terceiro livro. :D
      Beijos!

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