segunda-feira, 4 de março de 2013

#Resenha: "O Natal de Poirot"



Título: O Natal de Poirot

Autor(a): Agatha Christie

Ano de lançamento: 2009*

Editora: Nova Fronteira

N° de páginas: 223
         


# A história

Agatha Christie presenteou os amantes de romances policiais com esta fascinante história. Como o próprio título expõe, o livro é protagonizado pelo detetive Hercule Poirot, um dos personagens mais marcantes da “Rainha do Crime”.

Na página de dedicatória, Agatha diz ter criado a trama especialmente para seu cunhado James, que era um de seus leitores mais fiéis e havia se queixado de que em seus livros, os assassinatos estavam ficando muito anêmicos, ou seja, com pouco sangue e, além disso, deixavam dúvidas se eram mesmo casos de assassinato. Perturbada com a crítica, Agatha criou uma obra com um homicídio violento e repleto de sangue para agradar a seu cunhado.

“O Natal de Poirot” conta a história da família Lee. Na véspera de Natal, a reunião familiar é interrompida quando um barulho sinistro de louças e móveis sendo destroçados é percebido por todos. No andar de cima, o patriarca tirânico Simeon Lee estava morto, com a garganta degolada, jazendo em meio a uma poça de sangue.

A reação imediata dos presentes foi subir as escadas para verificar o que havia acontecido. O mais intrigante é que a porta estava trancada por dentro e tivera que ser arrombada. As janelas estavam travadas devido ao tempo que não eram abertas, portanto, foi descartada a ideia de uma possível fuga do assassino. Além dessas evidências, a possibilidade de suicídio era nula, já que a arma do crime não estava no local.

Poirot, que estava no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se ofereceu para ajudar no caso e percebeu que todos tinham seus motivos para odiar o Sr. Lee. Com sua incrível capacidade mental, utilizando apenas o raciocínio lógico, conseguiu descobrir a identidade do culpado e as razões para tamanha brutalidade.

# Opinião

Devo confessar que durante a maior parte do livro eu tive os meus palpites sobre a identidade do assassino, mas quando se trata de uma obra de Agatha Christie, tentar adivinhar o final da história é um tanto inútil. Fiquei bastante surpreso ao chegar às últimas páginas, quando se revelou o mistério e vi que os meus palpites estavam todos errados. 

Apesar de ter sido publicado primeiramente no ano de 1939*, o livro possui uma linguagem de fácil entendimento e o enredo é bem atual. Vale destacar alguns pontos negativos, como: a cor branca das folhas, que dificultaram a leitura (prefiro as folhas com tom amarelado). E a Editora Nova Fronteira pecou no quesito qualidade do material do livro. Em diversos momentos, senti dificuldade em manuseá-lo.

Posso afirmar que é um excelente romance policial. Na minha opinião, não deixou a desejar e encontra-se no mesmo patamar de outros dois livros da mesma autora que tive oportunidade de ler: “Morte na Praia” e “Encontro com a morte”.

4 comentários:

  1. Nunca li nenhuma obra da autora, mas sempre tive vontade... Amo romances policiais, e ainda não conheci alguém que falasse mal das obras da Agatha, haha. Até minha mae já me recomendou as obras da autora!
    Gostei bastante de sua resenha; como sempre, explicativa do modo certo e que nos instiga à leitura do livro. Parabéns!

    Abraço. ^.^'

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    1. Obrigado, Arine-san.
      Você é sempre muito carinhosa. Eu também não conheço ninguém que tenha falado mal de um livro da Agatha. Abraços!!

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  2. Adorei a resenha. Minha mãe comprou o livro numa coleção, vieram três juntos e também O Natal de Poirot. Vou começar a ler hoje. :)

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    1. Olá, eu tenho este box. Acho que você vai gostar. É um livro excelente.
      :)
      Passe por aqui novamente para contar o que achou...
      Beijos!

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