quarta-feira, 6 de abril de 2016

#Resenha: "Anjo da Morte"

Título: Anjo da Morte

Autor: Pedro Bandeira

Ano de lançamento: 2009*

Editora: Moderna

Nº de páginas: 192



# A história

Anjo da Morte é o terceiro livro da série Os Karas.

O professor de teatro de Calú é assassinado pouco antes de subir ao palco. É aí que os Karas entram em ação para desvendar o caso. Para isso, partem de uma pista enigmática: um folheto neonazista que o falecido recebeu.

Miguel, Magrí, Crânio, Calú e Chumbinho precisam impedir que uma perigosa organização mundial, comandada por um ex-oficial alemão conhecido como "Anjo da Morte", renasça Adolf Hitler através de seu bisneto e consiga colocar em prática o ardiloso plano de disseminar o nazismo pelo Brasil.

# Opinião

Essa foi a aventura mais arriscada dos Karas até agora. Se eu já tinha achado que eles correram perigo nos livros anteriores, em Anjo da Morte o grupo de adolescentes se superou.

A narrativa de Pedro Bandeira continua impecável. Ele tem um jeito tão poético de descrever cenários e situações, que a gente se envolve naquele jogo de palavras e não se dá conta de que as páginas vão passando.

A morte logo no início do livro me fez lembrar das tramas de Agatha Christie, porque foi tudo de repente. Quando menos se espera, alguém morre. Pronto. O jogo começa de verdade, como se fosse uma nova história.

Até o momento do crime, a tensão na narrativa vai subindo e, mesmo que a sinopse revele que um ator vai morrer antes da peça, o ponto alto está na maneira como o autor descreve o contexto, o perigo, a descoberta do corpo.

O que eu mais gostei no livro foram os flashbacks, que serviram para mostrar o inferno vivido pelo professor de teatro quando estava nas mãos dos nazistas. A obra é de ficção, mas Hitler existiu de verdade. Isso torna os relatos do livro ainda mais fortes.

Na metade da história, teve uma pegadinha (foi como eu interpretei). Depois desse susto, chegamos à parte em que os Karas colocam o plano em prática para desmontar o esquema do grupo neonazista. Como eu já falei, eles correm um risco enorme.

O “alívio” só veio quando o autor inseriu aquele já conhecido toque de humor. Essa série prova que Pedro Bandeira transita muito bem pelo universo jovem. O que torna os Karas tão especiais é que eles são loucamente corajosos, mas não deixam de ser adolescentes em suas atitudes.

*O livro foi publicado pela primeira vez em 1988.


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