domingo, 5 de fevereiro de 2017

#Resenha: "O Vestido Cor de Pêssego"

Título: O Vestido Cor de Pêssego

Autor(a): R. A. Stival

Ano de lançamento: 2014

Editora: Planeta

Nº de páginas: 319



# A história

O Vestido Cor de Pêssego é o primeiro livro da série Hussardos e Dragões.

Em pleno período das guerras napoleônicas, lá no século XIX, surge um sentimento arrebatador entre duas pessoas de mundos completamente distintos. Nos campos do coração, o amor acabou vencendo todas as batalhas.

Amadeus Barnard é um hussardo (soldado de cavalaria ligeira) respeitado entre os militares e também socialmente. O aristocrata tem um passado sofrido, o que fez dele um homem descrente e solitário. Já Adeline Boissinot é filha de um pequeno proprietário de terras. Além da escrita e da leitura, a jovem recebeu lições de defesa pessoal, manuseio de armas e equitação, tornando-se uma mulher madura, corajosa e à frente do seu tempo.  

Adeline chegou de mansinho na vida do general Amadeus. Depois de ver o seu sonho de casar com Philipe ir por água abaixo, ela rumou para Paris, onde conseguiu um emprego de criada na mansão de Amadeus. O que ela não imaginava era que se veria totalmente envolvida por aquele patrão atormentado.

# Opinião

Amadeus é aquele homem que todos admiram pela beleza, postura e coragem, mas nem todos sabem o que se passa no interior dele. Depois de ter perdido o filho e a esposa, ele se transformou em um homem frio, de modo que a dedicação tão fervorosa à carreira militar tornou-se uma espécie de fuga.

A autora foi muito feliz ao traçar o perfil do casal principal. Os dois se completam de uma forma muito verossímil. O lado humano de Adeline e Amadeus foi o que mais me chamou atenção. No decorrer da história, o leitor vai se identificando cada vez mais com esses personagens.

Adeline demonstra ser uma mulher muito segura de si na maior parte do tempo, mas na presença do patrão ela se desarma. Da mesma forma, Amadeus expõe suas fraquezas diante da criada. Ao conhecer um pouco sobre os fantasmas que atormentam o patrão, Adeline começa a sentir afeto por ele, trazendo à tona o lado romântico que havia “deixado para trás” quando foi para Paris.

Com a chegada de Philipe, a história trouxe um conflito interessante, que pode se desenvolver melhor na sequência da saga (torço para que isso aconteça). Amadeus ficou enciumado com a presença do rapaz, deixando transparecer uma insegurança que escondia de todos. Onde estava aquela bravura do homem que liderou um exército? Todo esse contexto serviu para mostrar o que o amor pode fazer com as pessoas. O melhor foi que a autora conduziu isso de forma muito natural.

Para encerrar, tenho uma observação a respeito da linguagem do livro. Como a publicação foi por conta da Editora Planeta – Portugal, senti um estranhamento em alguns trechos, mas isso não prejudicou a leitura. Além do mais, a história se passa em outra época, então o vocabulário combina com o contexto.

Então é isso. Deixo aqui a recomendação e espero ler o próximo livro da saga em breve. Abraço!


2 comentários:

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