domingo, 16 de junho de 2013

#Resenha: "Assassinato no Expresso do Oriente"


Título: Assassinato no Expresso do Oriente

Autor(a): Agatha Christie


Ano de lançamento: 2009*


Editora: Nova Fronteira


Nº de páginas: 223






# A história

O Expresso do Oriente se encontrava estranhamente lotado para aquela época do ano. Isso causou espanto imediato em um dos passageiros, o detetive Hercule Poirot. O seu sexto sentido aguçado e toda a sua experiência logo denunciaram que aquela não seria uma viagem qualquer. De fato, Poirot estava certo.

O luxuoso trem teve que parar nos trilhos por causa de uma enorme tempestade de neve durante a madrugada. Uma movimentação e alguns barulhos foram percebidos pelo detetive, mas aparentemente aquilo não seria nada de anormal, então ele se tranquilizou e finalmente adormeceu.

Na manhã seguinte, uma notícia bombástica surpreende a todos: há um passageiro a menos. Um americano havia sido brutalmente assassinado com doze facadas e a porta de sua cabina estava trancada por dentro. Esta era mais uma missão para o nosso detetive de bigode exótico.

Várias pistas falsas são colocadas no caminho de Hercule Poirot para tentar confundi-lo. Entretanto, ele consegue descobrir detalhes importantes sobre o passado dos passageiros e apresenta mais de uma solução para o crime.

# Opinião

Agatha Christie conseguiu me surpreender mais uma vez. A cada livro que eu leio, tenho a sensação de que o estoque de criatividade dela é inesgotável. Ela foge completamente dos padrões que cercam os romances policiais e consegue criar conflitos envolventes, capazes de hipnotizar os leitores do início ao fim. Foi exatamente assim que me senti ao ler “Assassinato no Expresso do Oriente”: hipnotizado.

O livro é bem curtinho, portanto a leitura durou apenas dois dias e fluiu naturalmente sem dificuldade alguma. A Editora Nova Fronteira adquiriu os direitos e publicou o romance em 2009, no entanto, o original é de 1934* e, mesmo assim, é impressionante como tudo parece acontecer nos dias de hoje. As obras da “Rainha do Crime” continuam encantando e conquistando fãs de várias gerações.

A divisão dos capítulos de acordo com os depoimentos dos suspeitos foi um acerto. Achei bem melhor para acompanhar o caso e fazer minhas anotações. Uma pequena planta do trem foi colocada em uma das páginas para situar os leitores quanto à localização das cabinas, mais um ponto relevante.

O desfecho do livro foi excelente para as minhas expectativas, mas não considero que tenha sido o melhor criado pela autora se comparado com o de “O Natal de Poirot”, por exemplo. Clique aqui e leia a resenha.

# Extra

Infelizmente, fiquei incomodado e até chateado com o material e o acabamento do livro. O manuseio é dificílimo, quase não consegui abri-lo no início e por pouco não desisti da leitura. A editora poderia caprichar mais da próxima vez.

4 comentários:

  1. Agatha é Agatha, né? Acho que só consegui descobri um assassino até agora - dentre muitos livros lidos.

    Ceci :)

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    1. Pois então você ainda está melhor do que eu.
      rsrs
      Nunca consegui acertar quem é o assassino nos livros da Agatha.

      Beijos!
      Volte sempre!!!

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  2. Agatha e seus mistérios! Foi uma das primeiras escritoras quem eu li, ela influenciou muitos outros (fez escola) Ygo sucesso, forte abraço!




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    Respostas
    1. Tem razão. Ela merece mesmo ter o título de RAINHA DO CRIME.

      Abraço!

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